11 de novembro de 2015

Recursos no NOVO CPC: alguns apontamentos importantes!



Prezados leitores,


Aos poucos vamos estudando e compreendendo um pouco mais das mudanças estruturais e conceituais do NOVO CPC. Finalizei a elaboração do meu novo livro e a Editora Saraiva está trabalhando na sua finalização. Ele trará toda a prática processual civil baseada no Novo Código!


Hoje pretendo apontar alguns tópicos sobre recursos, em especial, apelação. O objetivo geral dos recursos é buscar a reforma, a modificação ou a integração do pronunciamento judicial atacado. É com esse raciocínio lógico que o advogado deve compreender os recursos para, com isso, elaborar uma boa petição recursal.
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As principais mudanças advindas com o Novo CPC são:


- prazo geral de 15 dias (úteis) para recorrer, salvo os embargos de declaração que deverão ser apresentados em 5 dias (úteis).


- supressão do agravo retido e dos embargos infringentes.


- efeito suspensivo é exceção, salvo na apelação, que é regra. Nos recursos em geral o efeito suspensivo, então, só será concedido diante de danos graves ou de difícil reparação aliados à comprovação de probabilidade de provimento do recurso. Isso permitirá instaurar execução provisória. O efeito poderá ser requerido em petição apartada dirigida ao relator ou como preliminar das razões recursais.


- a apelação tem efeito suspensivo como regra, salvo exceções do artigo 1.012 do Novo CPC (vale conferir).


- o recurso interposto por um só dos litisconsortes só aproveitará o outro se a defesa for comum, caso contrário, não aproveitará a todos os litisconsortes o que permitirá, também, o transito em julgado em relação a algum.


- quanto ao preparo recursal o Novo CPC (1.007) prevê hipóteses de regularização do recolhimento, do valor ou da guia, portanto, a deserção não será imediata nos casos que aponta. No caso de autos eletrônicos não incidirá porte de remessa e de retorno.


No recurso de apelação, as principais mudanças são:


- decisões que não forem atacáveis por agravo de instrumento (artigo 1.015) no decorrer do processo, poderão ser suscitadas como preliminar de apelação nas razões ou contra razões recursais (muito próximo do que se vê no Juizado Especial Cível).


- o capítulo da sentença que concede, confirma ou revoga a tutela provisória é impugnável na apelação (e não por agravo de instrumento, estando pacificado o assunto) (parágrafo 5º do artigo 1.013).


- Os parágrafos 3º e 4º do artigo 1.013 trazem apontamentos de como e quando os tribunais deverão julgar o mérito processual, definindo situação omissa no antigo CPC, através de um rol específico de hipóteses da aplicação da teoria da causa madura.


- O artigo 1.012 revela as hipóteses em que a apelação não terá efeito suspensivo.


Por fim, como dica prática, o artigo 1.010 define os itens que devem constar nas razões recursais da apelação, com alguns comentários meus:


- nome e qualificação das partes

- exposição do fato e do direito (a decisão atacada)

- razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade (razões do inconformismo)

- o pedido de nova decisão (apontando como quer que seja julgado)


No momento de elaborar sua apelação pense sempre nesta lógica: indique a decisão atacada – aponte o erro cometido – aponte as razões do seu inconformismo – indique a necessidade de mudança – faça o pedido de mudança.



LEIA TAMBÉM SOBRE (clique no link):



Um abraço e bons estudos!!!


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon

14 de outubro de 2015

Tutelas provisórias no Novo CPC: organizando as ideias e os conceitos!

Uma das maiores mudanças atribuídas ao Novo CPC é sem dúvida o tema das tutelas antecipadas e cautelares, começando pela localização dos institutos.

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No antigo CPC (antigo pois já existe um novo, mas ainda em vigor) a tutela antecipada estava inserida no começo do CPC (artigo 273, no Livro I, Processo de Conhecimento) e as tutelas cautelares no final do código (Livro III, em capítulo próprio, a partir do artigo 796). Agora, no Novo CPC estão todas concentradas na parte inicial do código, apesar de aplicável indistintamente a todos os procedimentos, no Livro V da Parte Geral do Novo CPC (artigos 294 em diante).

Neste texto não vou citar nem transcrever artigos, quero provocar uma experiência que antecede à análise dos artigos do código, certamente, visando lhes permitir compreender melhor quando se declinar à leitura dos mesmos.

Na terminologia também houve mudança significativa, com algumas críticas que, com o tempo, se resolverão com a boa interpretação dos institutos, o que se acomodará e se alinhará pela doutrina e pela jurisprudência. Atualmente tudo está centralizado como Tutela Provisória e subdividido em tutelas urgentes e tutelas não urgentes. Veja-se que o requisito ou a características urgência é o primeiro passo para dividir os institutos: tutela de urgência e tutela de evidência, esta última, não urgente.

A tutela de urgência novamente se subdivide em tutelas cautelares (visam assegurar ou conservar uma situação em prol da parte) e tutelas antecipadas (visam satisfazer desde o início o interesse da parte).

A TUTELA PROVISÓRIA está relacionada com decisões que visam assegurar a efetividade do processo, protegendo o interesse, sobretudo, do autor da ação, para evitar que com o tempo torne-se inócua a prestação jurisdicional.

Na TUTELA DE URGÊNCIA o direito é plausível e urgente (constituindo-se dos institutos históricos perigo na demora e fumaça do bom direito).

A tutela de urgência na sua forma de tutela cautelar é chamada de tutela conservativa, pois visa assegurar ao autor da ação a sua pretensão futura com o processo. O juiz entrega para a parte alguma coisa que visa lhe assegurar e dar acesso ao seu pedido principal. Aqui o risco ao resultado útil do processo é a principal característica. É o que acontece, por exemplo, com o pedido cautelar de arresto que visa assegurar que no futuro o autor da ação tenha bens para satisfazer o seu direito de crédito, evitando desde o início da ação que o devedor dilapide seu patrimônio de forma furtiva. A tutela cautelar é arrestar bens, o pedido principal é a penhora sobre tais bens para satisfazer um direito de crédito, ou seja, o autor diz: "me entregue algo agora para garantir o que quero depois".

A tutela de urgência na sua forma de tutela antecipada é chamada de tutela satisfativa, pois satisfaz a pretensão do autor desde o início da ação, sendo que a pretensão entregue no começo do processo coincide com a pretensão final ou pelo menos parte dela. Aqui o perigo de dano é a principal característica. É o que acontece, por exemplo, numa ação anulatória de título de crédito com o pedido de retirada do CPF do cadastro de devedores, sendo certo que este pedido é feito de forma antecipada, entregando agora algo que também será entregue no final do processo ao se confirmar a antecipação da tutela. A tutela antecipada é retirar o nome do cadastro de devedores, o pedido principal também, ou seja, o autor diz: "me dê antes tal direito porque senão não consigo pegar depois ou torna-se inútil pegar depois".

Nos dois casos acima (tutela cautelar e tutela antecipada) o pedido pode ser feito antes da propositura da ação, em caráter antecedente, ou com a propositura da ação, compreendendo neste caso um pedido dentro da própria petição inicial. Podem ser apresentados ainda na forma incidental, no meio do curso do processo, entendemos que por mera petição intermediária que preencha os requisitos exigidos pelo Novo CPC. Quando for apresentado em caráter antecedente a petição inicial deverá preencher certos requisitos definidos no código e, após, ser complementada - ou seja, não existirão duas petições iniciais, apenas uma apresentada em duas etapas distintas.

Por fim, a tutela não urgente é chamada de tutela de evidência. Neste caso o direito é verossímil ou "quase certo", mas não há perigo na demora. A decisão do juiz está focada na verossimilhança da alegação e do direito, mesmo que não existe perigo na demora. Os requisitos são fechados pela lei, visando gerar segurança jurídica, e quase sempre estão definidos pelo alinhamento pacificado na jurisprudência. Aqui o autor da ação diz: "me dê antes de tão certo que é".

Bom, agora, consulte o Novo CPC, leia os artigos e organize suas ideias. Prepare-se para uma nova advocacia nestes temas, que exigirá estudo, atenção e planejamento na hora de propor uma ação com tutela provisória!


LEIA sobre Execução no Novo CPC (clique aqui).

LEIA também sobre as mudanças na Audiência de Instrução e Julgamento no Novo CPC (clique aqui).

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Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon

6 de outubro de 2015

Processo de Execução e Ação Monitória no NOVO CPC!


Uma das análises sobre o Novo CPC recai sobre o Processo de Execução. Gostaria de propor alguns textos sobre o Novo CPC neste BLOG. Afinal, a partir do ano que vem, advogados estarão submetidos a um novo regramento. Portanto, se tratará de “advocacia hoje”.

Estou elaborando o meu novo livro de Prática Processual Civil pela Editora Saraiva. Está sendo totalmente reformulado com base no Novo CPC. Olha, tem muitas mudanças e isso vai mexer com seu dia a dia viu!

Nesta postagem gostaria de compartilhar um pouco sobre as mudanças no setor de recuperação de crédito, uma das áreas promissoras para o período de crise financeira que vivemos. Todos os clientes que atendo, sobretudo, do setor industrial ou comercial, falam de “queda nas vendas”. É 30% numa loja, é 20% no supermercado, é 40% numa escola. Isso, logicamente, vai gerar possíveis atuações de advogados no segmento de gestão de crédito e, por isso, conhecer as mudanças no processo de execução e até nas ações monitórias, é importante.

Sobre o PROCESSO DE EXECUÇÃO, em linhas gerais, podemos dizer que o Novo CPC organiza de forma mais adequada o processo de execução de títulos extrajudiciais e a fase de cumprimento de sentença, inclusive, contemplando nesta última as diversas espécies de cumprimento de sentença, tratando, por exemplo, do cumprimento de dívida alimentícia diferente do cumprimento de dívida da Fazenda Pública, o que gerará melhor aplicabilidade nos institutos envolvidos. No atual CPC o cumprimento de sentença tem uma regra genérica e a sua aplicabilidade em situações específicas, como a que envolve dívidas de alimentos, acabava sendo subsidiariamente tratada pela “execução de alimentos”. Agora, cada coisa no seu lugar! Confira isso no índice do seu Novo CPC!

No mais, observando o todo, a mudança no Processo de Execução recai muito mais sobre a redação e a inclusão de novos assuntos do que propriamente a mudança dos institutos. E isso se justifica pelo fato de que a mais recente mudança no atual CPC ocorreu justamente nesta parte do código, não se justificando que fosse então alterado de forma mais contundente nesta mudança de código e, por isso, a tendência foi a manutenção do que havia sido recentemente alterado.

Entretanto, alguns acertos foram necessários. Do ponto de vista prático, há quatro temas que precisam ser comentados: - valor de honorários advocatícios, - regras de impenhorabilidade, - bloqueio de movimentação financeira, - preço vil na hasta pública.

- valor dos honorários advocatícios – artigo 827 do Novo CPC – juiz deve fixar de pronto ao despachar a inicial o valor de 10% de honorários advocatícios. Tal valor deverá ser reduzido pela metade no caso de pronto pagamento efetuado pelo devedor, portanto, reduzido para 5% de honorários advocatícios para o caso de pronto pagamento, quando o devedor cumpre com o dever de pagar o débito em juízo no prazo fixado. Por outro lado, no caso de rejeição ou improcedência de embargos à execução o valor dos honorários advocatícios deve ser elevado para 20%, será dobrado. O mesmo ocorrerá se os embargos não forem opostos e isso gerar trabalho para o advogado do credor em busca de bens e constrição patrimonial no processo de execução.

Neste caso a mudança é significativa no que tange ao aumento da verba no caso de rejeição dos embargos à execução ou ao final da execução no caso de não oposição dos embargos levando em conta o trabalho realizado pelo advogado. É o que dispõe o parágrafo segundo do artigo 827, acrescido em relação ao conteúdo do artigo 652 A do atual CPC que nada tratava do assunto.

O advogado ao atender seu cliente “devedor” terá que alertá-lo muito bem sobre tais riscos, evitando, inclusive, propor embargos meramente protelatórios, descabidos ou aventureiros sem antes avisar o cliente expressamente. Antes, propor embargos à execução não geraria ônus maior a título de honorários, agora isso mudo. E o cliente deve ser alertado de forma transparente para que ele compreenda os riscos.

Imagina-se que a intenção do legislador, neste caso, foi privilegiar a não oposição e o não enfrentamento do pedido de pagamento. Está alinhado com os princípios do Novo CPC focados na duração razoável do processo, da boa fé processual e ainda na autocomposição e conciliação que podem indiretamente ser percebidos da leitura dos artigos 4º, 5º e 6º do Novo CPC.

- regras de impenhorabilidade – artigo 833 do Novo CPC – as regras estão praticamente iguais em relação ao código atual (artigo 649), com alguns acréscimos na sua parte final incluindo algumas hipóteses já contempladas pela jurisprudência, nos seus parágrafos (verifique em seu Novo CPC).

O artigo 833, inciso IV trata da impenhorabilidade de “salário e vencimentos” destinados a sustento do devedor ou de sua família (o rol é exemplificativo). O inciso X trata da impenhorabilidade de “poupança” de até 40 salários mínimos. A principal mudança está no parágrafo segundo do referido artigo: “o disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para pagamento de prestação alimentícia, independente de sua origem, bem como as importâncias excedentes a 50 salários mínimos mensais, devendo a constrição observar o disposto no artigo 528, 8º, e 529, 3º” (estes artigos tratam do cumprimento de sentença de prestação de alimentos).

A mudança com maior impacto na prática está em mencionar “prestação alimentícia, independente de sua origem”. Portanto, não somente os alimentos indicados no direito de família terão tal privilégio, o que se estenderá também aos alimentos oriundos do dever de reparar os danos causados previstos na responsabilidade civil (artigos 948 e 950 do CC), chamados de indenizativos.

Igualmente, veja que o conteúdo do artigo 529, 3º, do Novo CPC, prevê a hipótese de possibilidade de penhora de até 50% dos vencimentos do devedor de alimentos. O valor dos alimentos devidos no respectivo mês mais a penhora relativa a débitos alimentares anteriores não poderá exceder 50% dos vencimentos do devedor.

A penhora do excedente de 50 salários mínimos mensais não terá, no meu singelo ponto de vista, aplicação prática relevante. Quem ganha mais de 50 salários mínimos por mês no Brasil?

Entretanto, sobre os tópicos acima, imagina-se que isso privilegiará e muito a posição de credores de verbas alimentares e por isso considero ser a mudança mais significativa na prática.

Além disso, outras mudanças devem ser pontuadas: o caput de tal artigo deixou de apontar a palavra “absolutamente”. Isso é significativo e tem reflexo nas demais mudanças. O inciso XII trouxe uma hipótese interessante de penhorabilidade de créditos oriundos de unidades imobiliárias, quando vinculados à incorporação imobiliária, em relação a execuções da própria obra. O parágrafo primeiro amplia a hipótese de execução de dívida relativa ao próprio bem ou àquela contraída para sua aquisição. No mesmo sentido, o parágrafo terceiro trata da possibilidade relativa da penhora de equipamentos e utensílios profissionais para pagamento de dívidas relativas à aquisição de tais bens, à alimentos, à dívidas de natureza trabalhista ou previdenciária.

- bloqueio de movimentação financeira – artigo 854 do Novo CPC – há grandes mudanças e ou acréscimos no instituto e pretende certamente favorecer a posição do credor. Logo no caput revela o Novo CPC que a requerimento do exequente será feita a penhora de dinheiro ou aplicações financeiras “sem dar ciência prévia ao executado”. Isso permitirá que os atos sejam praticados sem movimentação processual que permita ao devedor evitar o bloqueio de suas contas, resgatando antecipadamente valores de forma diária (que é algo extremamente comum nos dias de hoje).

Mas, a principal mudança na prática está no parágrafo 1º, determinando que o juiz em 24 horas deverá efetuar o desbloqueio de eventuais valores bloqueados de forma excessiva, ou seja, independente de manifestação do devedor com pedido neste sentido. Atualmente, o devedor, ao descobrir o bloqueio, percebia o excesso e tinha que providenciar um pedido no processo nesse sentido, o que muitas vezes demorava demais e prejudicava, inclusive, seu direito de propriedade sobre os valores excedentes. Agora, a correção deverá ocorrer de ofício, evitando abusos e prejuízos ao devedor.

- preço vil em hasta pública – artigo 891 do Novo CPC – aqui a mudança também é significativa, pois define de modo objetivo o que vem a ser o preço vil, o que não ocorria no artigo 692 do CPC atual. Considera-se preço vil aquele menor do que o valor fixado pelo juiz e constante do edital, ou então, na omissão disso, o preço inferior a 50% do valor da avaliação do bem. Certamente, evitará discussões processuais acerca da alienação judicial nos processos de execução.

Na AÇÃO MONITÓRIA também há mudanças significativas. Houve ampliação dos artigos e ampliação da aplicabilidade desse meio de recuperação de créditos, conforme se depreende da comparação do artigo 700 do Novo CPC com o artigo 1102 A e seguintes do atual CPC.

- foi ampliado o leque de obrigações que podem ser exigidas por meio da ação monitória, não restando dúvida agora de que não recai apenas sobre dívidas pecuniárias, sendo possível exigir por meio de ação monitória outras obrigações, como as de fazer, por exemplo;

- a prova escrita agora pode ser obtida a partir de uma prova oral reduzida a termo na forma do artigo 381 do Novo CPC, ou seja, através do mecanismo de produção antecipada de provas, sendo essa a mudança mais significativa, pois contratos verbais poderão ser levados ao juízo por ação monitória e não mais apenas por ação de cobrança pelo rito comum;

- foram definidos os requisitos da petição inicial, a partir do tipo de obrigação que se pretende cobrar: indicação da importância exigida com cálculo, o valor da coisa reclamada, ou prova do conteúdo econômico perseguido, sendo que tais requisitos devem refletir diretamente no valor da causa;

- está prevista a hipótese de transformar a monitória em processo de conhecimento pelo rito comum ao invés de imediata extinção da ação, ou seja, no famoso despacho de “emende-se a inicial” veremos possível despacho mudando o rito do procedimento, o que está de acordo com a celeridade que se pretende com o novo CPC;

- torna-se possível propor ação monitória contra a Fazenda Pública;

- a citação pode ser feita por qualquer meio, ou seja, por carta, por edital e por Oficial de Justiça, etc.;

Além disso, o mandado de pagamento/entrega/fazer/não fazer deverá ser cumprido em 15 dias, com honorários advocatícios de 5%. Os embargos devem ser opostos, se o caso, em 15 dias, sendo que não é preciso garantir o juízo e podendo ser alegada qualquer matéria como tese de embargos. Torna-se possível deduzir pedindo contraposto, na modalidade de reconvenção. Havendo má fé a punição prevista é de 10% sobre o valor postulado.

Então, é isso. Acredito que agora podemos refletir sobre estes assuntos e nos preparar para o Novo CPC. Em breve, nosso livro pela Editora Saraiva, tratará deste e de todos os demais temas sobre o Novo CPC!

Compartilhe esta postagem, vamos disseminar os assuntos entre os colegas e alunos de Direito! Grande abraço,

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon

18 de agosto de 2015

Estar presente no escritório é fazer a diferença no futuro dele!

Caros Doutores e Doutoras!

Estou um pouco afastado das minhas atividades do BLOG, pois a advocacia está mesmo me tomando um tempo significativo no escritório. E um dos objetivos deste texto é falar sobre isso: o tempo que o advogado dedica ao escritório de maneira pessoal e efetivamente presente.

Diz o ditado que "o olho do dono que engorda o porco". Posso considerar que do ponto de vista da gestão de negócios, cuidar do próprio negócio, não é estar apenas atento aos resultados financeiros, tampouco à qualidade técnica do produto ou do serviço que oferta. Cuidar do negócio é efetivamente vivenciar o cotiano dele e das pessoas que se envolvem com ele, sejam colaboradores, sejam fornecedores, sejam clientes.

Cuidar da técnica jurídica das petições e cuidar do controle de prazos é significante e essencial. Porém, estar perto de tudo o que acontece no cotidiano do escritório é fundamental. Saber se a agenda está sendo cumprida sem atrasos no atendimento dos clientes, nas respostas às consultas formuladas, no retorno das ligações recebidas, por exemplo. Saber como estão sendo cobrados reembolsos de despesas ou antecipação de custas, por exemplo. Saber como está o clima de trabalho entre os colaboradores, se alguém está necessitando de uma cadeira nova, de um monitor novo ou até mesmo de alguma ajuda para um assunto fora do escritório, também são exemplos.

Estar presente, neste caso, é muito mais do que dar ordens. Estar presente é ajudar o estagiário ou o associado quando você percebe que ele está apertado no cumprimento das metas e dos compromissos. Estar presente é fazer o café na cozinha, quando perceber que acabou. Estes exemplos são essenciais para surpreender seus colaboradores de forma positiva, engajada e empreendedora.

Quando você perceber que um cliente veio efetuar o pagamento de algo e está falando com a secretária, ou mesmo quando ele veio trazer um documento e disse "não precisa, é só entregar", surpreenda-o! Saia da sua sala e faça questão de cumprimentá-lo. Essa surpresa positiva vai mostrar que você não está preocupado com o dinheiro ou com o documento, mas que você faz questão de estar preocupado com a pessoa do cliente, isso é essencial e pode fortalecer a percepção de qualidade que o seu cliente tem de você e do seu escritório. Vai ajudá-lo a indicar novos clientes. Vai ajudá-lo a estar tranquilo e todos queremos tranquilidade quando contratamos um prestador de serviços, como é nosso caso.

Espero que o texto tenha sido útil! Manter essa presença pode ser essencial para o futuro da sua atividade profissional, acredite! Bora lá mudar de atitude! Surpreenda alguém ainda hoje!

Grande abraço e sucesso


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon

1 de junho de 2015

SELF COACHING para advogados? Conheça um pouco disso nessa postagem!





Prezados leitores,

Estou num semestre de intenso trabalho na advocacia, voltando minhas energias para estabelecer alguns posicionamentos e resultados, sobretudo, neste momento de "crise econômica" pela qual passa nosso país e, sem dúvida, é uma oportunidade para a advocacia. Por isso, tenho estado distante do Blog e publicado pouco, menos do que eu gostaria. Eu preciso me dedicar ao escritório e à minha equipe, preciso dar a atenção necessária neste momento aos meus clientes. Peço desculpas, e vamos retomando aos poucos.

Recebi o contato de duas pessoas que trabalham com ferramentas de coaching para advogados. Visualizei um pouco do trabalho delas e fiquei muito contente em perceber que há pessoas e profissionais que estão focados em trabalhar com advogados, em ajudar advogados a obter melhores resultados. Coincidentemente é o mesmo que imagino seja o objetivo deste Blog, desde que o criei em 2010.

Solicitei à elas que escrevessem um pouco sobre o trabalho de coaching aplicado à advocacia. A Fabiana Quezada e a Marcella Santos, prontamente me atenderam. O texto abaixo é muito importante para quem está pensando na própria carreira, pois tenho certeza que uma ajuda, um apoio, um treinamento reflexivo pode ser positivo, acredito muito no sistema que elas indicam. Precisamos ter orientação para mudar nosso comportamento profissional. Confiram o texto abaixo e sucesso para todos!!!


Coaching em geral é definido como uma ferramenta que acelera o atingimento de resultados. Saindo de um ponto A (Estado Atual) para chegar a um ponto B (Estado Desejado) o Coachee, como é chamado o cliente, conta com a facilitação de um profissional, o Coach, expert em fazer perguntas poderosas que provocam reflexão e impulsionam a ação. Esse trabalho envolve um processo de co-criação, onde ambos possuem um laço de confiança que permite um acompanhamento do planejamento estratégico estabelecido para atingir objetivos.

Bom, então Coaching significa contratar um profissional que irá me fazer perguntas do tipo: O que você quer? Onde você está? Para onde deseja ir? Como acredita que deve fazê-lo? Quais os passos? Quando? Onde? Com quem? E tudo aparentemente se resume em definir um plano e cumprir suas etapas sendo supervisionado por alguém que acompanha você? Que aplica ferramentas e define tarefas a serem cumpridas?

·  Sim e Não!!!

Digo “Sim” para esse conceito tradicional no que diz respeito ao resumo prático da definição. E digo “Não” para o MODO mecanicista de muitos profissionais em conduzir e perceber o indivíduo.

O Ser Humano é muito complexo para ser tratado de forma massificada. Se o Coach não considerar o que exatamente impede o coachee de fazer o que se propôs, num nível mais profundo da mente, vai acabar dando conselhos ao cliente ou encaminhando-o a um psicólogo alegando não se tratar de um caso para coaching, o que não é verdade. O que define coachee ou paciente é: a força do ego, a vitimização ou doenças psicopatológicas, dessa forma indica-se o terapeuta para cura. O coachee não precisa ser curado, ele tem força do ego e quer atingir resultados.

Considerar um Processo de Coaching de forma tão simplista significa desconsiderar a complexidade do Ser Humano, como se não soubéssemos nada a respeito de planejamento e ação. Se assim fosse, bastaria uma pós graduação em estratégia e mercado e todos nós chegaríamos lá. Digo que esse pensamento é cartesiano, mecanicista e instrumental.

Funcionou no passado, pois os contextos de poucas transformações sociais, econômicas e culturais permitiam prever os acontecimentos e agir com boas margens de segurança. Épocas douradas das ferramentas Análise SWOT, Matriz BCG, PDCA, BSC...siglas muito conhecidas por quem estuda Administração de Empresas.

·  Caros leitores, não me interpretem mal!

Sou totalmente a favor desse conhecimento específico e de tais ferramentas. Sou administradora, professora da área de gestão e em 15 anos de carreira estudei diversas formas de aplicação e em todas elas obtive bons resultados. Observem... embora seja importantíssimo o conhecimento específico, sozinho não é um fator que determina resultados positivos. Vivemos numa Era de profundas e aceleradas mudanças, enquanto passamos aproximadamente 3.000 anos numa sociedade agrária, 150 anos numa industrial, 30 anos na de informações, nem sabemos ao certo se nessa atual Era da Produtividade teremos 15 anos para nos preparar, aprender, realizar e comemorar. E a próxima Era? Vai durar o que...uns 5 anos?

De que forma seria possível nesse cenário tratar Mudança Comportamental como algo formatado, padronizado, estático e massificado. O que mais existe são profissionais dando dicas sobre como fazer e conquistar algo, quando não vendem “soluções” via downloads. Dar dicas pressupõe que se serviu pra um, servirá para todos. E eu não compartilho dessa ideia. Coaching não se trata de dar dicas, conselhos, consultoria ou fazer terapia. Coaching se trata de um processo de facilitação de mudança comportamental, onde tudo advém da realidade interna do cliente por meio de reflexões, ampliação de consciência e ação.

· Então, o que é realmente necessário para ter resultados desejados?

Considero que um bom começo parte da compreensão da natureza sistêmica do Ser Humano, de suas estratégias mentais, de como ele funciona e somente depois de utilizar ferramentas, definir objetivos e plano de ação. Ou seja, Autoconsciência, Autoconhecimento, Autoliderança e Performance. A combinação de enquadramentos, crenças, perfis de pensamentos, padrões comportamentais e hábitos é tão individual quanto a impressão digital o é.

Muito do que fazemos, pensamos e sentimos é governado pelo modo como nossas células cerebrais, os neurônios, se conectam umas às outras. O que a maioria das pessoas considera constituição psicológica está enraizado na biologia dessas conexões. E quando não é biológico (corpo) é resultado da nossa construção de significados (mente) filtrados e percebidos como realidade de fato, quando na verdade trata-se da nossa representação interna da realidade.

·  E de que forma um Processo de Coaching poderia representar um método surpreendente?

Foi pensando nesse desafio que nos unimos em três profissionais com todos os nossos conhecimentos, experiências e treinamentos nas áreas de Gestão, Direito, Coaching, Neurossemântica e Neurometria para criar a empresa "FQ COACHING & PNL", que atende exclusivamente profissionais da área do Direito.

Desenvolvemos no Curso Self-Coaching para Advogados uma METODOLOGIA que mistura o Coaching Sistêmico focado no SER e o Metacoaching focado na PERFORMANCE, como se tivéssemos utilizado apenas os pontos mais fortes de cada alinhamento que estudamos até hoje. Esse curso não tem a intenção de aprofundar temas, mas de ganhar em expansão, ou seja, apresentar gotas de conhecimentos diversos retirados de um oceano de possibilidades.

Se você acredita nesse alinhamento, acesse nosso site neste link FABIANA QUEZADA e leia os depoimentos de quem já participou!!!
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    E na PRÁTICA, como funciona?

Consideramos 10 princípios básico:

1 – Substituir o Pensamento Cartesiano pelo Pensamento Sistêmico
2 – Compreender o Sistema Mente-Corpo-Emoção-Comportamento
3 – Desenvolver uma concepção de SER (Identidade do Indivíduo), Presença (Aqui e Agora), Propósito de vida e Sentido (por meio da Autoconsciência)
4 – Identificar por meio da linguagem e construção de significados os “frames” criados inconscientemente que nos dirigem e limitam.
5 – Autoconhecimento facilitado por ferramentas de Perfil Comportamental e Sistema Representacional Preferencial (visual, auditivo, cinestésico e digital)
6 – Boa formulação de objetivos
7 – Exploração do Estado Atual e Estado Desejado por meio de técnicas de Programação Neurolinguísticas
8 – Plano de Ação
9 – Evidências
10 – Acompanhamento

O papel do Coach de nível mundial, chamado Metacoach é identificar todos esses princípios e facilitar a reflexão por meio de metaperguntas, de modo que o coachee perceba por si mesmo como ele está traduzindo a realidade externa em sua realidade interna e a partir dessa ampliação de consciência inicie o processo de mudança comportamental e atinja AUTORREALIZAÇÃO. No fundo todas as nossas necessidades tem ligação direta com o modo com o qual nos comunicamos e nos relacionamos, desde a construção de uma carreira, prospecção e atendimento de clientes, liderança, vendas até o tão esperado aumento de faturamento e lucro.

Portanto, caros profissionais da área do Direito: “Você não É o que você É, pelo que você TEM. Você TEM o que você TEM, pelo que você É”. Valorizar o SER, depois FAZER e como resultado TER.

Saiba mais sobre as autoras deste texto clicando aqui.



Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon