17 de novembro de 2014

Mentes de sucesso e advocacia: como ter sucesso nessa profissão?

Como ter sucesso na carreira de advocacia?

Essa pergunta é importante, fundamental e devemos nos fazer sempre. Afinal, todos querem felicidade profissional, realização profissional. 

Nosso BLOG ADVOCACIA HOJE foi mencionado como um site de referência para advogados noutro veículo de comunicação sobre carreiras denominado MENTES DE SUCESSO.

Veja a entrevista sobre o assunto!

Quem acompanha o Mente de Sucesso sabe que, sempre que possível, convidamos algum profissional bem sucedido para falar um pouco mais sobre os atalhos na carreira de uma determinada profissão.
Hoje, o assunto é a advocacia, certamente uma das profissões mais desejadas pelos jovens.
Nosso convidado é o advogado Hugo Fanaia de Medeiros, regularmente inscrito na OAB/MS sob o n. 14.997, membro da Comissão de Defesa do Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul, atuante nas área do Direito do Consumidor e Direito Civil, palestrante, professor, associado do escritório de advocacia Loureiro de Almeida, Lopes & Advogados Associados.
Segue a entrevista.
1- Quais as maiores oportunidades no cenário atual para o advogado?
As oportunidades para advogar são quase infinitas. É importante ressaltar, também, que o mercado de trabalho não está saturado, como muitos dizem. De fato, muitas pessoas se formam, pouquíssimas passam na OAB e, desses poucos, pouquíssimos advogam ou continuam a advogar depois de 1 ou 2 anos de profissão. Portanto, se advogar é que você quer da vida, persista. Profissionalmente, o advogado pode explorar áreas de atuação que já são conhecidas do grande público, como o Direito Civil, das Famílias, Consumerista, Tributarista, Trabalhista e Previdenciarista, mas também pode atuar em áreas ainda pouco estudadas, como Ambiental, Marítimo e Militar, por exemplo.
2 – Na sua opinião, quais são as características e os principais desafios para ter sucesso nesta área?
Como em tudo o que se faz na vida, o advogado, acima de tudo, deve amar o que faz. Aquela pessoa que advoga por advogar, tende a fracassar, inevitavelmente. O advogado deve ser sagaz, aproveitar as oportunidades, mas se pautar pela ética na profissão.
Vejo, também, que o advogado, principalmente o jovem causídico, deve optar por pouquíssimas áreas de atuação. Isto faz com que ele se especialize e consequentemente preste um serviço melhor ao seu cliente e, com certeza, este cliente lhe trará outros clientes.
É fato, também, que o advogado deve se importar com outras áreas, como administração e marketing. Elas são essenciais para que o profissional alavanque sua carreira, administre seu escritório, seu tempo e se destaque. Escrever artigos, publicá-los, ter contato com a imprensa, enviar artigos para publicação e outros contato com outros colegas, tudo isso é contribuirá para que o profissional seja indicado e procurado.
3 – Quais as possibilidades de empreendimento que um advogado pode investir para ter seu próprio negócio?
Isto varia de bolso a bolso, porém, o que posso afirmar é que o mundo do Direito, principalmente, é um mundo de aparências, que vai do sapato do advogado ao telhado de seu escritório. Não adianta negar, se você está neste mundo, seu escritório tem que ser apresentável para o publico que você quer atingir. Para começar seu próprio negócio na advocacia, você precisa, inicialmente, de uma sala alugada ou um lugar construído. Este lugar deve ser bonito, apresentável, limpo e decorado. O cliente olha tudo em sua volta e todos os detalhes serão invariavelmente notados por ele. Portanto, alugando ou construindo seu próprio escritório, tenha em mente isso: a aparência importa.
4 – Fique a vontade para acrescentar qualquer recomendação que acredite ser relevante para uma carreira bem sucedida na sua profissão.
Ame a advocacia. Fazer algo todos os dias de sua vida, praticamente, sem amar o que se faz, deve ser simplesmente entediante e todo o dinheiro do mundo não irá pagar o seu desgosto matinal de trabalhar em algo que não ama fazer. A advocacia é uma profissão para fortes, para bravos, que lutam e não se cansam e, se se cansam, tomam fôlego e continuam a luta. Há milhares de variáveis que podem atrapalhar seu dia a dia na advocacia, mas com amor à profissão e ao Direito, isso tudo passa.
Estude. O advogado que acha que sabe de tudo, na verdade, não sabe de nada. O estudo deve ser diário, seja através da leitura de notícias, últimas jurisprudências sobre determinado assunto e, também, através de cursos regulares de atualização.
Seja intrépido. Não tenha vergonha de falar, em toda e qualquer situação. O advogado se destaca muito por sua característica pessoal de intrepidez, ou seja, é aquele que vai atrás do resultado, que fala com confiança numa audiência, que sabe colocar seu cliente no devido lugar e que o orienta com firmeza.
Tenha fé em Deus, essencialmente. É algo mais particular, mas creio que ter fé sempre nos ajuda a transpassar os problemas e sempre ter esperança de um amanhã melhor.
*Nós, do Mente de Sucesso, aproveitamos para agradecer a belíssima e esclarecedora entrevista do advogado Hugo Fanaia de Medeiros, que, após contatado, prontamente atendeu ao nosso convite.
Quer saber mais sobre a profissão de advogado? Veja alguns espaços que separamos para você!


Lembre-se, o sucesso começa na mente!

Confira a matéria no site Mentes de Sucesso clicando aqui.

Advocacia Hoje
Luis Fernando Rabelo Chacon
@LuisFRChacon

4 de novembro de 2014

Contratar advogados associados X relação de emprego = como está essa questão atualmente?

Queridos leitores,

Todos sabemos que chega uma hora que o escritório cresce, o volume de serviço, a responsabilidade e a complexidade técnica também. Com isso surge a necessidade de ampliar a mão de obra. Geralmente os escritórios começam com estagiários. Obviamente, as atividades do estagiário são restritas, os horários de trabalho e a efetiva capacidade em virtude do conhecimento jurídico em construção, também. 

Sendo assim, chega uma hora que o escritório precisa mesmo contratar advogados e, com isso, surge uma preocupação: como contratar?

Alguns colegas me revelam nas conversas que tenho nas diversas cidades e subseções da OAB que visito uma preocupação em contratar advogados. Tal preocupação reside na modalidade de contratação.

É preciso pensar num sistema que efetivamente seja benéfico para ambos e que tenha um equilíbrio e legalidade jurídica evidentes. Em "casa de ferreiro espeto não pode ser de pau".

O associado deve ter liberdade, deve ter capacidade de contratação e decisão, deve ter remuneração variável que reflita o fruto do trabalho desenvolvido em certos cenários e até mesmo a remuneração pelos casos que trouxe para o escritório, deve efetivamente gerenciar e decidir aspectos próprios do escritório que estejam sob sua responsabilidade.

Realmente, o associado não terá a função de sócio, justamente por que não o é. Aspectos comerciais, gerenciais, e a própria responsabilidade societária não o tocam, mas deve ser tratado com os diferenciais que o caso requer.

Contratar advogados como associados, mas tratá-los como efetivos empregados, pode ser o pior erro. Inclusive, por que os Tribunais Superiores do Trabalho estão efetivamente observando essa questão e, em certos casos, reconhecendo o vínculo.

Em recente decisão publicada no site MIGALHAS, na data de hoje, mais do que isso aconteceu! Um escritório foi obrigado a não contratar mais associados como vinha fazendo, sob pena de multa diária e, ainda, foi condenado a pagar uma indenização por dano moral coletivo. Confira aqui a matéria, na íntegra: ("Escritório deva parar de contratar advogados como associados quando houver relação de emprego").

O que você acha? Qual a experiência que você vive?

Grande abraço

Advocacia Hoje
Luis Fernando Rabelo Chacon
@LuisFRChacon

27 de agosto de 2014

Por que montar uma sociedade de advogados?

Por que montar uma sociedade de advogados? (Uma análise de custos e remuneração sob a ótica das vantagens desta escolha.)

Muitos advogados me perguntam se há vantagem em montar uma efetiva sociedade de advogados.

O receio da maioria é, certamente, o custo gerado por isso, seja por conta da tributação, seja por conta da anuidade extra na OAB. Há também certo receio de a sociedade não dar certo, do ponto de vista da quebra do “affectio societatis”. 
Enquanto isso advogados advogam sozinhos, ou executam acordos ou parcerias de “rateio de custos” do local onde montam seus escritórios (cada um atendendo numa sala e mantendo uma secretária comum), ou até mesmo de parceiros para encaminhar serviços de áreas em que não atua (visando trilhar o esquema de “ganha - ganha”).

Respondendo estas indagações, acredito que é preciso inicialmente definir o seguinte: Quero ficar sozinho? Quero crescer em tamanho e rentabilidade? Estou disposto a ter um ambiente profissional onde não somente a minha opinião terá valor decisório? Isso por que uma sociedade de advogados é um caminho para alcançar outros objetivos que o advogado sozinho não alcançaria, onde haverá dificuldades e facilidades, ônus e bônus. Por outro lado, não se tenha em mente que o sucesso na advocacia é ter um escritório grande, uma sociedade com funcionários, associados, estagiários etc. É uma escolha. E nem todos estão atrelados a esta opção, por simples opção.

Muitos pensam em parcerias. Alguns pensam em divisão de custos do mesmo espaço. Pode até dar certo. O que acho estranho é que são sonhos, objetivos e modos de atuar distintos, cujas forças nem sempre se somam, podendo se anular. Quando houver um parceiro ou oportunidade melhor do que você é capaz de ofertar, talvez seu parceiro simplesmente diga "fui". Na sociedade, o roteiro é outro.

Fui convidado pela OAB SP (36ª Subseção da OAB SP - São José dos Campos) para ministrar a seguinte palestra: “Gerenciamento de sociedade de advogados: equilíbrio e vantagem na remuneração e nos custos”.

Foi por isso que todos os aspectos que apontei nos parágrafos acima vieram à tona. Percebo que realmente não é uma decisão fácil optar, escolher ou caminhar no sentido de constituir uma sociedade de advogados. Não se esqueçam que o nosso livro de “Gestão para Advogados” da Editora Saraiva possui um capítulo específico sobre “Como montar seu escritório de advocacia” e “Como escolher o seu sócio ideal” – talvez seja o primeiro passo para quem assim decida.

E, com essas provocações, estou aqui para escrever sobre isso, sobre o tema daquela palestra, para responder aos advogados interessados: quais as vantagens em termos de custo e remuneração que esperamos ao constituir uma sociedade de advogados. Logicamente este é o centro da questão ao se pensar em abrir qualquer frente de negócio: avaliar o custo e avaliar a rentabilidade. Então, será que compensa montar uma sociedade de advogados? Se você busca alcançar esse perfil para seu escritório, acredito que sim, que compensa. Vejamos alguns motivos.

1 – Visão geral: uma sociedade de advogados ganha na oferta e na força de trabalho e, portanto, na rentabilidade.
Um advogado sozinho consegue ofertar determinado volume X de serviços ao mercado. Logicamente, sozinho, possui uma possibilidade Y de executar serviços e, por fim, possui uma capacidade Z de efetiva força de trabalho. Estes são seus limitadores da sua rentabilidade, pois de nada adiante ter uma oferta vasta de serviços se não tenho como executá-los com minha força de trabalho. É muito provável, inclusive, que para aumentar o volume você tenha que atuar em áreas que não domina tanto, bem como terá comprometida não somente a qualidade do trabalho, mas também a velocidade de entrega. Ou seja, ou você opta em ficar pequeno e manter alinhada a fórmula “Volume x Execução x Força de Trabalho”, sabendo exatamente a rentabilidade possível para manter a qualidade, ou você precisa crescer.


Então, não é possível crescer sozinho, sem riscos para o seu escritório e para a sua fama profissional. Portanto, eis um divisor de águas entre escolher “crescer ou não crescer”.
Agora, com uma sociedade de advogados naturalmente haverá uma soma de esforços naqueles fatores. Com o aumento da oferta de serviços, seguido de maior possibilidade de execução e maior força de trabalho, não há dúvida, haverá mais custo, porém haverá certamente uma maior rentabilidade.

Sem dizer, como dica prática, que ao aumentar a força de trabalho posso direcioná-la a serviços que não prestaria se não estivesse crescido. Um exemplo típico é, no momento em que se está crescendo, utilizar a força de trabalho para tarefas rentáveis. Imagine que sozinho você precise de um estagiário, e com uma sociedade vocês precisem de três estagiários. No começo pode ser que essa força de trabalho esteja ociosa, então, é preciso direcionar isso para algo novo e rentável, como, por exemplo, a atividade de correspondente, de advocacia de apoio. De repente, além de ter estagiários ou associados trabalhando para o interesse direto do escritório, sua equipe pode gerar uma renda diversificada que talvez até pague seus custos. Em resumo, quando você tinha um estagiário você o pagava, agora que tem três, eles se pagam com as atividades extras executadas.

2 – Visão geral: a sociedade gera uma inevitável ferramenta de marketing ao demonstrar abrangência, agilidade, especialidade e qualidade diferenciada, que não se atinge quando se está sozinho.

Não se esqueça, montar uma sociedade não é melhor, nem pior do que advogar sozinho, é uma opção e depende de onde você pretende levar sua advocacia. Porém, é certo que alguns clientes se sentirão atraídos por uma sociedade ao verificarem que há mais de um advogado para atender uma demanda, com reflexos na capacidade técnica, no tempo de execução e nas áreas de atuação, por exemplo.

E ainda, isso fortalecerá as justificativas da formação do seu preço, pois será fácil demonstrar ao cliente quando da oferta dos serviços que você entregará muito mais justamente por que tem um grupo, uma equipe, uma sociedade. Moral da história, do ponto de vista do cliente: “Pague por um, mas leve vários advogados para te atender, um para cada assunto”. Isso agrega valor automaticamente. Diante disso você poderá dizer para qualquer cliente que seu escritório trata de tal assunto, que é possível executar no tempo que ele precisa, demonstrando proteção e gerando confiança na hora de vender o serviço.

3 – Visão geral: a soma de esforços entre os sócios na mesma direção encurtará o tempo de retorno da profissão.

A terceira questão a ser avaliada é o quanto uma sociedade, organizada com propósitos institucionais, com clara definição de missão e visão, diminuirá o tempo de resultado financeiro, de retorno financeiro na profissão. Isso por que sabemos, muitos acreditam que demora muito para se ganhar dinheiro na advocacia. Uma possível saída para encurtar isso é a soma de esforços provenientes da sociedade de advogados.

Realmente, a escolha do sócio ideal leva em conta algumas análises iniciais, porém, todas elas, com o mesmo enfoque: reúna pessoas diferentes para montar o melhor time! Também há no nosso livro da Editora Saraiva “Gestão para Advogados” um capítulo sobre como escolher o sócio ideal. 

Em resumo, é muito importante que cada sócio tenha um perfil focado em diferentes frentes do gerenciamento do escritório: alguém com qualidades ímpares para administrar e gerir as finanças, outro preparado tecnicamente do ponto de vista jurídico e o terceiro com habilidades para a captação de clientes. Em regra, é preciso pensar nisso antes de montar o escritório.

Na sociedade de advogados a estrutura de “sócios/associados/paralegais/estagiários” permitirá diversas ações em conjunto que ampliarão a rentabilidade final do negócio. Isso, como se viu nos dois itens iniciais deste texto, por que aumentará a oferta, a capacidade de trabalho e o resultado, bem como por que haverá um diferencial do marketing do escritório com a oferta de qualidade, especialidade, agilidade e abrangência.

Essa estrutura toda vai permitir ao sócio que possa efetivamente se dedicar à captação de novos clientes através de estratégias de marketing. Quantas vezes por mês você deixou de visitar um amigo, um potencial cliente ou de participar de uma feira de negócios por que estava cheio de serviço e não teve tempo? Se pudesse delegar atividades para um associado ou estagiário ganharia tempo livre para isso (marketing).

Quantas vezes você parou para estudar um tema novo, desenvolver um serviço novo para ofertar aos clientes, se atualizar num curso jurídico ou algo do tipo? Se pudesse delegar atividades, poderia fazer isso de forma a qualificar ainda mais o seu serviço (qualidade).

Quantas vezes você pode dizer que não iria ao escritório naquela manhã, ou que voltaria mais cedo para casa sem se preocupar com os prazos e atendimentos? Se houver uma equipe para se delegar tarefas haverá também um alívio no volume de serviço, no stress gerado e ganho em sua saúde.

Quantas vezes você pensou em montar um novo negócio, aproveitar uma segunda carreira, mas se viu afogado de trabalho no escritório. Com uma sociedade talvez isso se viabilize e você terá sempre um “plano B”, algumas vezes mais rentável que a própria advocacia, pelo menos com mais estabilidade.

Então, não é melhor ter um custo maior na sociedade de advogados, porém ter condições efetivadas de aumentar a rentabilidade e até mesmo para cuidar da saúde e da família?

Sozinho o custo de um associado ou até mesmo de um estagiário pode parecer alto, contudo, nas sociedades isso se dilui, pois a oferta, a capacidade de execução e a força de trabalho contribuem para aumentar a receita e, no final, estes custos estão embutidos no próprio crescimento.

Não há dúvida, entretanto, é preciso planejar. Em nosso livro, acima indicado, há um capítulo específico sobre como criar e implantar um planejamento estratégico em seu escritório. Talvez seja o caminho para iniciar esse plano de ação.

4 – Visão geral: quando estamos atuando em volume temos em mente que é possível diminuir os custos, ou pelo menos controlá-los sem risco.

Para um advogado sozinho comprar uma boa máquina digitalizadora, um bom software de gerenciamento de processos ou manter uma máquina de Xerox dentro do escritório, talvez, seja um custo alto demais. Porém, como vimos acima, a sociedade propicia naturalmente maior rentabilidade e isso se diluirá. O mesmo raciocínio se aplica na contratação de profissionais, na contratação de serviços externos ou mesmo compra de materiais, como a compra de papel mais barato em virtude de comprar em quantidade.

Ao montar a sociedade haverá a incidência de uma nova taxa da OAB. A anuidade devida pela sociedade é um custo, mas também é um investimento. Muitos clientes só contratam serviços se houver emissão de Nota Fiscal, muitos exigem a inscrição da sociedade na OAB. Sem dizer que ao mencionar em seus documentos, em seu site ou no papel timbrado que é uma sociedade de advogados, certamente, melhorará a percepção do escritório pelo cliente, gerando confiança, uma estratégia de marketing. Portanto, pense como marketing e como posicionamento de mercado recolher a anuidade da sociedade de advogados.

Mesmo que todos os serviços sejam tributados, algo que hoje está em torno de 16% do total faturado na Nota Fiscal de Serviços emitida pelo advogado, pense que a partir do ano que vem estaremos os advogados beneficiados pelo Super Simples, numa tabela de 4,5%, portanto, haverá abrupta diminuição do custo tributário sobre nossa atividade, o que é uma vantagem nova a ser considerada.

Aliás, o custo de hoje pode ser o fortalecimento de amanhã. Pense que um advogado associado, caso se apresente como um excelente captador de clientes, ao invés de pretender sair e montar sua própria banca poderá ingressar na sua sociedade, contribuindo com sua força de trabalho como sócio, com sua força comercial de captação e até mesmo pagando o valor das quotas sociais que lhe serão redistribuídas ou criadas com aumento do capital social. Até reter talentos é possível com uma sociedade.

5 – Conclusão:

Montar uma sociedade de advogados significa crescer em vários aspectos. É preciso que essa seja sua opção, sua escolha. É preciso que isso seja reflexo de uma análise criteriosa, bem como seja produto de um planejamento estratégico do início ao fim. Há muitas vantagens diretas e indiretas, sobretudo, em virtude do fato de que ampliando a oferta de serviços certamente se ampliará o resultado financeiro final e, no mesmo sentido, com isso, diluindo custos que até então seriam impossíveis de se pagar. É um ciclo. Vamos empreender?


Grande abraço,

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon

30 de julho de 2014

Qual é a remuneração justa, coerente e praticável para advogados recém formados?

Caros leitores,

Salário de advogado contratado por escritório ou por empresas sempre é tema de grande discussão. Muitas questões revelam possíveis situações de remuneração precária de profissionais, sobretudo, recém formados. Sabemos que a dificuldade de se iniciar na carreira existe, mesmo que este BLOG seja dedicado a ajudar advogados a acelerar e encurtar o caminho para o sucesso.

Advogados recebendo R$1.000,00 por mês, sem transporte ou refeição, não é lenda, é realidade em algumas circunstâncias. Para quem está no começo, submeter-se a isso passa a ser uma questão de sobrevivência profissional, ou seja, aceita-se para ingressar no mercado. Nem vamos discutir a injustiça disso, a moral, etc.

Mas, hoje, recebi por email uma notícia sobre um Projeto de Lei que pretende regulamentar e criar piso salarial para advogados na iniciativa privada. Leva em conta o tempo de inscrição na OAB e considera uma jornada máxima de 20 horas semanais, bem como o possível acréscimo de 30% da remuneração para os casos de dedicação exclusiva. Em resumo:

R$ 2.500,00 para advogados com até um ano de inscrição na OAB; 
R$ 3.100,00 para advogados com um a dois anos de inscrição; 
R$ 3.700,00 para advogados com dois a quatro anos de inscrição; 
R$ 4.500,00 para advogados com mais de quatro anos de inscrição. 


Bom. Comentários.

(1) Ainda considero que a cultura do mercado é mais forte do que qualquer legislação nesse sentido. Advogados continuarão a se submeter a valores menores, e não entrarão na Justiça do Trabalho depois, para não se queimarem no mercado de trabalho.

(2) Quem criou tal projeto de lei não fez uma pesquisa para conhecer a realidade da advocacia, pois o piso salarial indicado para apenas 20 horas semanais não é suportável por pequenos e médios escritórios; também não levou em conta a realidade das capitais e do interior, a diferença até mesmo entre Estados brasileiros e regiões; não levou em conta a atuação em áreas jurídicas distintas, nem contencioso e consultivo, etc., tudo isso faz a diferença na hora de contratar, de gerar responsabilidade, capacidade funcional e, logicamente, remuneração. Isso, mais uma vez, me leva a acreditar que o mercado continuará dando as regras.

(3) Para algumas situações reais o valor de R$2.500,00 mais 30% é alto demais, para outras o valor de R$4.500,00 mais 30% é baixo demais. Moral da história, o projeto de lei pretende generalizar o que não se pode generalizar.

Agora, o tempo dirá se o Projeto será ou não levado à frente, bem como, se for, o tempo dirá se a "lei pega" ou não pega.

O que você acha?

Leia mais sobre o Projeto mencionado clicando aqui.

Grande abraço

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon

19 de julho de 2014

Como causar uma boa experiência para seus clientes na advocacia?

Caros leitores! Estive hoje pensando e refletindo um pouco sobre o ambiente de um escritório de advocacia. Neste ano de 2014 tenho aumentado e muito minha participação nas atividades do escritório onde sou sócio. Estamos num momento importante de reconstrução de nosso planejamento estratégico, cheios de dúvidas, comemorando resultados, mas efetivamente com um olhar para o futuro. E, pensando nisso tudo, acredito que uma palavra veio aos olhos com muita força: experiência.

Um prestador de serviço, tal qual o advogado ou o escritório de advocacia, não tem um produto ou um serviço visível, palpável. A sensação que produzimos ao cliente é de que “resolvemos o seu problema”, porém, em tese, ele não leva nada para casa, tampouco pode na maioria absoluta das vezes o cliente mensurar o que você fez para resolver o problema. Quando entregamos um contrato ele pode até conhecer esse resultado concreto, mas não consegue mensurar como e o que foi feito para se produzir aquele instrumento adequado às necessidades dele. Portanto, quando seu cliente vai embora precisamos saber qual a experiência ele levou embora.

Entenda um detalhe. Um belo restaurante, com cadeiras confortáveis, música ambiente agradável, limpeza no espaço e simpatia no atendimento, pode servir um café expresso numa bela xícara e pires, com um biscoito saboroso e, ao final, mesmo que o café seja de qualidade inferior, é muito provável que a experiência toda leve tal cliente a dizer que o café estava ótimo. Somos perceptivos e queremos uma experiência positiva sempre, em todos os aspectos, não somente no sabor do café. A chance de o cliente dizer que o café estava ótimo é muito grande, pois o que se avalia não é somente o sabor do café, mas sim tudo o que estiver no seu entorno. É a experiência.

Agora, pergunto: como está a experiência do cliente ou do potencial cliente que visita ou liga para seu escritório? As pessoas estão bem trajadas? O ambiente está limpo e arejado? Existem tranqüilidade e silêncio desejável num escritório de advocacia? Seu cliente pode beber um copo dágua, ir ao banheiro, sentar-se de modo confortável? Como agem e se vestem as pessoas que o atendem? O que o cliente tem experimentado em seu escritório de advocacia? Qual é ao final a experiência que ele leva para casa? Afinal, mesmo que o seu serviço não seja o melhor, pode ser que a boa experiência causada conquiste e torne fiel sua clientela.

Limpeza, cheiro de cigarro, roupas alinhadas, tom de voz, luminosidade e tantos outros fatores trazem uma percepção que pode ser positiva ou negativa. Passe a refletir sobre isso. Tenha em mente que isso é, certamente, uma das mais eficazes e eficientes estratégias de marketing. E, de nada adianta você fazer sua parte sozinho. Isso deve ser dividido e reproduzido por todos no escritório, desde a pessoa que ajuda semanalmente na faxina, passando pela secretária, estagiários e advogados. A percepção é gerada por todos. Um por todos, todos por um.

Sendo assim, procure encontrar, a partir de uma análise de sua clientela e potencial clientela, de que maneira você e os demais componentes do seu escritório devem se comportar. 
Eu imagino que uma boa percepção potencializará as chances de seu cliente falar bem de você, do seu serviço e do seu escritório para outras pessoas. E o “boca a boca” é nosso melhor meio de marketing, acredite!

Esteja desafiado! Pergunte-se: qual é a experiência global que seu escritório está causando aos seus clientes?! Grande abraço e sucesso!

Leia um pouco mais sobre estas estratégias nessa outra postagem deste Blog: branding.

Já leu nosso livro? Confira: dicas para gestão de escritórios!