15 de agosto de 2012

Como um advogado pode se tornar professor?

Caro leitor,

Na semana passada realizei uma pesquisa com alunos do 6o semestre do Curso de Graduação em Direito onde leciono (Direito Unisal Lorena - Centro Universitário Salesiano de São Paulo). A pesquisa versa sobre experiências forenses no estágio e expectativas profissionais. Logo mais publico os resultados. Me chamou a atenção que nas 4 salas pesquisadas pelo menos 5 alunos (ainda no terceiro ano da faculdade) apontaram como desejo profissional número 1 ser professor!

Na semana passada meu "primo" de Twitter @Orabelo me enviou um email pedindo minha opinião sobre um currículo que ele havia formatado para encaminhar a uma instituição de ensino. Hoje meu colega do Twitter "Direitoem60Segundos" me mandou uma DM perguntando também sobre o seguinte assunto: como um advogado pode buscar a carreira docente...

Então, em homenagem aos alunos do Direito UNISAL Lorena  e aos colegas do Twitter, resolvi escrever essa postagem. Espero que seja útil!


Como um advogado pode se tornar professor numa faculdade de Direito?

Ser professor numa faculdade de Direito não é tarefa simples. Primeiro porque, nos dias atuais, ser professor não é tarefa simples. Exige-se, sem sombra de dúvida, inspiração e paixão pela docência, prazer em ensinar e aprender constantemente, num convívio diário com os alunos, e busca por atualização constante.

Realmente é um desafio! Ser professor é pra quem gosta! Não procure a docência pelo dinheiro – que nem é dos melhores, nem mesmo pelo status profissional, pois o melhor que se pode esperar não é o status – que pode vir de outras atividades, mas sim o orgulho pelos resultados e vitórias dos alunos, e o reconhecimento dos alunos. Essa é a melhor moeda de pagamento que um professor pode receber!

Feita essa introdução necessária podemos refletir sobre o tema da postagem: como um advogado pode se tornar professor numa faculdade. Vou resumidamente indicar algumas dicas e comentários que observo no mercado educacional, considerando minha experiência como gestor educacional no ensino superior, minha experiência na docência e na própria advocacia. Certamente, o que escreverei não é a regra para todas as situações, mas é algo para que aqueles que assim pretendem possam refletir e rever, talvez, suas ações em busca de tal objetivo. São 10 dicas!

1 – É preciso ter título. Sim. No mínimo uma pós-graduação (especialização – lato sensu). Algumas faculdades mantêm o número de Mestres e Doutores no limite mínimo exigido pelo MEC para obter a nota necessária nas avaliações de sua instituição de ensino, porém se tiver um só graduado como professor a instituição obterá a nota mínima, ou seja, dificilmente contratarão um graduado para um cargo de professor numa faculdade! Mas, algumas fazem questão de contratar somente mestres ou doutores, ou seja, com o tempo é preciso pensar no Mestrado! Dica importante: ao sair da faculdade vá direto para um curso de pós-graduação!

2 – É preciso ter talento. Sim. Além da avaliação do título, as instituições hoje estão aprimorando o formato de contratação de novos professores. Não basta ter título, nem mesmo ter experiência comprovada no currículo, é preciso ter talento! O ensino jurídico hoje exige professores talentosos, com potencial para explorar novas ferramentas de ensino, de cativar essa nova geração de alunos, com capacidade de formar para o Exame da OAB e ao mesmo tempo formar para a vida. Ter talento envolve o carisma, a postura, a fala, a escrita e, sobretudo, a didática. Essa começa com uma postura pedagogicamente correta, organizada através de planos de aula, planos de ensino estruturados, consciência sobre a avaliação continuada e formativa etc.

3 – É preciso falar bem. Sim. Oratória é fundamental para o professor, muito mais do que a escrita. É preciso falar espontaneamente, como se estivesse numa mesa, num almoço com amigos. O jovem aluno das faculdades de hoje percebem a facilidade da fala e a relacionam diretamente com a capacidade e o conhecimento técnico, mesmo que nem sempre o professor com boa oratória seja o melhor conhecedor técnico. Como se mantém a oratória como a principal ferramenta no processo ensino-aprendizagem, isso deverá impressionar a pessoa que busca sua contratação! Há cursos, dicas e treinamentos para aperfeiçoar a oratória. No livro “prática forense para estagiários” (Editora Saraiva) há três capítulos escritos para o sucesso do profissional da área jurídica e um deles é sobre oratória, confira!

4 – É preciso ter um Currículo Lattes. Sim. Você pode incluir seu currículo na plataforma lattes, desenvolvida exatamente para padronizar as informações sobre os profissionais da educação, digam-se, professores. Estar lá é importante. Mesmo que no começo seja para apontar suas produções científicas e cursos realizados na faculdade e nos primeiros anos de formado. É possível incluir trabalhos acadêmicos, publicações em revistas, apresentações de seminários e também seu TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Inclua o seu currículo na Plataforma Lattes. Ao enviar seu Currículo para uma seleção você pode enviar diretamente o Lattes.

5 – É desejável experiência anterior. Sim. Salvo casos excepcionais em que existe uma percepção de dom e capacidade técnica bem desenvolvida no profissional advogado que o inclua com sucesso numa carreira acadêmica, deseja-se sempre que exista alguma experiência. Portanto, participar de seminários como apresentador, publicar artigos científicos em revistas jurídicas, participar como voluntários em projetos que incluam palestras ou cursos, isso será sempre positivo. É, então, importante criar pequenas oportunidades para que com o tempo você construa algum tipo de experiência que chame a atenção do recrutador. Crie oportunidades, ofereça cursos ou palestras gratuitamente nas instituições de ensino, mesmo que para outros cursos que não o curso de Direito. Pode-se, inclusive, aproveitar as mídias eletrônicas das redes sociais para demonstrar sua capacidade e, ainda, mostrar seu diferencial no uso de novas metodologias de ensino, que está muito em alta!

6 – Participar de processos seletivos é positivo. Sim. Mesmo que você saiba não ter chance numa ou noutra concorrência, participe. Isso lhe trará experiência, traquejo e jogo de cintura para enfrentar os novos desafios e até melhorar seu próximo desempenho. Isso inclui buscar vagas em faculdades públicas ou particulares. Veja como a GVLaw faz sua seleção para professores, perceba os requisitos, as exigências. Veja como uma instituição pública faz para selecionar seus professores, busque os editais de abertura de vagas, veja as exigências e se possível inscreva-se. Visite a faculdade onde se formou, pois a prata da casa pode ser a diferença para quem quer começar!

7 – Quem não é visto, não é lembrado. Sim. Quem você conhece nesse meio acadêmico? Quem foi seu professor? Quem está na coordenação daquele ou deste curso ou faculdade? Quem pode te apresentar? Faça um mapa numa folha. Aponte as possíveis faculdades onde existe alguma possibilidade de encaminhar seu currículo. Veja a grade das disciplinas, converse com alunos e professores. Obtenha informações. Depois seja pró-ativo! Lembre-se que muitos currículos são enviados por email, mas isso não é suficiente. Ainda hoje na maioria das vezes a contratação se dá por indicação, então, seja visto!

8 – Começar em outros cursos ou no ensino técnico é possível. Sim. Pense em ser professor de outras áreas, de disciplinas jurídicas em cursos que não são o Curso de Direito. Há disciplinas jurídicas em inúmeros cursos, como administração, ciências contábeis, RH, Logística, psicologia etc. Vá atrás de informações! Também existem cursos técnicos de nível médio, como acontece no Estado de São Paulo com as ETECs – Centro Paula Souza, onde existe, inclusive, um curso de “serviços jurídicos”, com muitas disciplinas da área jurídica. Isso incrementará seu currículo, criará experiência da sala de aula e lhe colocará já no meio acadêmico!

9 – Não desista! Não, não desista! Continue se aprimorando e procurando oportunidades. Potencialize seu currículo e sua capacidade. Crie oportunidades para gerar experiência, tanto em sala de aula como em pesquisa científica. Pense em fazer cursos de aperfeiçoamento didático-pedagógico, cursos focados na formação do professor, isso pode ser um diferencial!


10 – Está na hora de se preparar. Sim. O ensino superior ainda está em expansão no país. Mesmo com a pressão da OAB e do MEC serão criadas novas faculdades, inclusive, de Direito. Precisamos formar mais pessoas/profissionais com ensino superior. O Curso de Administração de Empresas também está em crescimento, gerando oportunidades reais para professores da área jurídica! Ou seja, a fila anda! Prepare-se para quando chegar a sua vez e esteja pronto para ser diferente, para ser um profissional fora de série e se destacar na multidão!

Sucesso pra você! Grande abraço,


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Luis Fernando Rabelo Chacon 
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7 de agosto de 2012

Agora não é possível mais prestar o Exame da OAB no 8o semestre? Mudou!


Caros leitores,

A publicação do Edital do VIII Exame de Ordem Unificado trouxe uma mudança significativa para as faculdades e para os alunos. Infelizmente, uma mudança demonstra a insegurança em que vivem gestores das faculdades e alunos. E, insegurança é uma coisa ruim para o convívio social, tanto que balizadora do princípio da segurança jurídica.

De fato, conforme minha postagem anterior, alunos de 8º semestre poderiam prestar o Exame da OAB nos termos do edital e, com isso, chegariam no começo do 9º semestre aprovados. Veja a postagem anterior clicando aqui.

Isso aconteceu com muitos alunos que conheço pessoalmente, meus alunos do Centro UNISAL Lorena, nos anos de 2010 e 2011. Mas, agora, uma mudança no edital pode mudar a regra do jogo. Só não se sabe por quanto tempo, e isso que é ruim....

Não estou julgando nesta postagem se prestar o Exame durante a faculdade é bom ou é ruim. Essa reflexão fiz em outra postagem. Leia aqui se for necessário: aqui.

Hoje quero apenas informar aos alunos de 8º semestre (no 2º semestre de 2012) que aparentemente, não poderão prestar o Exame do mês de dezembro (IV Exame), se acaso tal exame mantiver o padrão do atual edital (VIII Exame).

Veja o que dizia o edital anterior ao atual Exame:

1.4.4.2 Os examinandos aprovados no VII Exame de Ordem Unificado que ainda não concluíram o curso de graduação em Direito poderão retirar seus certificados de aprovação caso comprovem que têm previsão de conclusão do curso no semestre em que ocorre o VII Exame ou no semestre imediatamente seguinte.

Nestes casos os alunos aprovados comprovavam que estavam no 9º semestre e que tinham condições de concluir o curso no semestre seguinte àquele em que OCORRIA o exame e dava tudo certo!

Realmente, eles se inscreviam no Exame ainda estando no 8º período e terminavam a prova de 2ª fase do exame quando já estavam no 9º semestre, ou seja, cumprindo com o edital – pois tinham condições de concluir a faculdade no semestre seguinte ao em que OCORRIA o exame e a segunda fase ocorrida durante o seu 9º semestre!

Agora vejam só o que diz o atual edital (VIII Exame):

1.4.3 Poderão realizar o Exame de Ordem os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou do nono e décimo semestres.
(...)
1.4.4.2 Os examinandos aprovados no VIII Exame de Ordem Unificado que ainda não concluíram o curso de graduação em Direito poderão retirar seus certificados de aprovação caso comprovem que têm previsão de conclusão do curso no semestre em que se inscreveram para o VIII Exame ou no semestre imediatamente seguinte.

Uma martelada no sonho de muita gente! Como é ruim mudar regras, ainda mais sem justificativa e transparência! Muitos alunos estão se preparando pensando nas regras anteriores e, pronto, algo muda de repente!

Agora, em tese, o aluno do 8º semestre só poderá prestar o Exame se ele comprovar que no ato da inscrição ele já estava matriculado no 9º semestre. Como a prova do exame do final do ano é no meio de dezembro (16 de dezembro), certamente, os alunos ainda não estarão aptos a se matricular no 9º semestre e estarão impedidos de pensar no Exame!

Uma pena, muitos bons alunos nos exames anteriores foram aprovados neste formato e seguem o desafio de finalizar a graduação, já com a batalha do Exame vencida!

Mas, fiquemos atentos ao edital, ele pode mudar, como já mudou várias vezes desde o início dos exames unificados.

Espero ter ajudado você!

Desejo para você toda sorte do mundo e que possa, no momento adequado, prestar e passar no primeiro exame! Força, estudo e foco! Estamos juntos,

Siga no twitter @LuisFRChacon

Grande abraço


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

12 de julho de 2012

Estagiário e advogado: dica da Simone!

Ninguém melhor do que um leitor para nos dar um paradigma real da utilidade de uma obra, sobretudo, quando se trata de um livro focado na prática.

Recentemente o livro "Prática Forense para Estagiários de Direito" lançado pela Editora Saraiva, criou um novo perfil de leitura para alunos dos cursos de Direito, um livro que realmente faz a diferença nas escolhas do aluno e no sucesso do profissional que está se formando.

Veja o depoimento de uma leitora, a Simone, aluna da FMU, em São Paulo, capital.

Olá Professor Luis, 
Meu nome é Simone (...) do Curso de Direito FMU - São Paulo. Acabei ingressando em estágio não obrigatório, justamente para ter a vivência necessária e realmente ter certeza se é essa a carreira que quero seguir, visto que me formarei aos 35 anos.
Surpreendi-me com a qualidade do livro escrito por vocês dois! Gostaria de agradecer "pessoalmente" porque foi muito útil mesmo!!! Por mais que a pessoa encarregada de auxiliar no estágio tenha boa vontade de explicar, a maioria do conhecimento quem busca é o aluno e eu gosto muito de saber o significado e a serventia das coisas e o livro escrito por vocês caiu como uma bomba sobre todas as minhas dúvidas!
Eu terminei de ler ontem, por isso que o procurei. Passei o feriado todo lendo e teve um determinado momento que o que estava escrito lá CLAREOU O MEU APRENDIZADO DE FORMA ESTUPENDA!!!! Eu me senti saindo da caverna e vendo uma luz muito forte mesmo! Apesar de eu ter os livros indicados, o que mais me surpreendeu é que o livro de vocês me explicou o quê e como procurar nas doutrinas.
Sem nenhuma pretensão, divulguei o livro de vocês para os meus amigos que fazem estágio e gostaria de agradecer muito pelo trabalho! Falei do livro para o meu superior ele achou realmente muito bacana a minha iniciativa - igualzinho como consta no livro.
Eu gostei do livro todo mas, o capítulo que eu "apelidei" de "CLARÃO" foi o Capítulo 3 - O processo! Esse livro, sem dúvida irei levar por toda a minha graduação com muito carinho.
Muito obrigada mesmo pelo seu tempo em me responder e pelo trabalho de vocês!!
Forte abraço - Simone

Seguindo o exemplo da Simone, veja só que bacana! O capítulo 4 ('O Estagiário') levanta os seguintes temas: (a) Antes de estagiário você é um aluno, (b) Há vagas de estágio, por onde começar?, (c) Chegou a hora de mudar de estágio? e, por fim, (d) O estagiário empreendedor.

O livro também é útil para advogados recém formados, principalmente, aqueles que não tiveram tempo de durante a faculdade experimentar a prática forense, mas também é muito útil para quem é advogado e pretende melhorar seu desempenho profissional, pois os três últimos capítulos estão voltados ao sucesso do profissional: 'Oratória', 'Redação Forense' e 'o cliente na advocacia'. 

Este último capítulo (O cliente na advocacia) trata dos seguintes temas: (a) atendimento ao cliente, (b) como cobrar honorários advocatícios, (c) relacionamento com o cliente e a ética profissional, (d) o controle de informações junto ao cliente e (e) dicas sobre o sucesso do relacionamento com o cliente.

ADVOGADO: Conheça um pequeno trecho da obra clicando aqui. (O cliente na advocacia)

ESTAGIÁRIO: Conheça um pequeno trecho da obra clicando aqui (Oratória Forense):

Portanto, muito útil para estagiários e advogados. A leitura será muito proveitosa!
Mais detalhes sobre o livro clique aqui.
Grande abraço e boa leitura!

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

10 de julho de 2012

Novidade: Legal, Ethics and Compliance - Direito e Negócios!



Este BLOG tem um objetivo que é apresentar o cotidiano, a dificuldade, a vitória e as novidades do cenário da advocacia, de modo descomplicado e inovador. Hoje minha postagem atende ao perfil acima, apontando algo que cresce no país e está tomando conta da Advocacia no setor de negócios e empresarial: a compliance.

A Compliance é uma ferramenta extraordinária no mundo jurídico e envolve todo o meio empresarial, de bancos a pequenos negócios. O advogado contemporâneo deve ter uma ideia do que seja, mesmo que não atue com. 

Compliance está ligada à ideia de estar de acordo com as leis, com os regulamentos externos e internos da empresa e do modelo de negócio, implica em estar “conforme” as regras éticas sugerem para garantir as melhores práticas de mercado. Está ligada à governança corporativa, ao controle de riscos contábeis, criminais etc.

O Blog Advocacia Hoje, sabendo da novidade, procurou a advogada e professora universitária Alessandra Gonsalez para a divulgação de um novo instrumento sobre Compliance, a Revista LEC - a primeira no Brasil especializada no assunto. 

Um instrumento fantástico! Saiba mais:

1 - A importância do Compliance para as empresas

O Compliance é a base para a boa gestão de uma companhia. Em menor ou maior escala, toda empresa depende de uma boa política de Compliance para ter sucesso e longevidade, mantendo-a dentro das regras do jogo.

O Compliance é uma ferramenta importante de gestão, pois permite um maior controle e segurança no cumprimento das normas internas e externas pela companhia, gerando um valor intangível.

Tendo em vista a evolução e a importância cada vez maior que a prática do Compliance terá para as corporações, apresentamos um veículo inédito no mercado: LEC – Legal, Ethics, Compliance.

LEC é uma nova plataforma de comunicação, que nasce para ajudar a disseminar nas companhias as vantagens de estabelecer e executar políticas de boas práticas corporativas com foco em Compliance.

LEC levará às empresas conteúdo capaz de gerar valor ao negócio, informando-as para uma nova era de competitividade, pautadas na ética e nas boas práticas comerciais e sociais como diretriz para a condução dos negócios.

Seja na revista, no portal ou em eventos, LEC vai tratar dos processos de Compliance não apenas sob os aspectos técnicos ou jurídicos, mas sobre o seu impacto no negócio como um todo, e como uma eficiente política de Compliance pode ajudar as companhias a se tornarem mais competitivas.

LEC fala com quem influencia ou é influenciado pelos processos de Compliance. LEC vai falar diretamente com os executivos das principais companhias no Brasil que tem o compliance como questão relevante de sua gestão.

2 - Perfil Editorial

As práticas de Compliance permeiam todo o negócio. LEC vai tratar dos processos e ferramentas de Compliance dentro do contexto da moderna administração de empresas. LEC vai abordar, com uma linguagem leve, fluída, de negócios, os meandros do Compliance em todas as áreas, tendo como base temas e desafios que fazem parte do dia a dia dos profissionais que respondem ou são diretamente influenciados pelos processos de Compliance.

3 - Grandes oportunidades

A cada dia, o Compliance no Brasil vem ganhando mais visibilidade e as companhias estão se adequando às melhores práticas internacionais. Do lado governamental, existe um forte movimento em torno da elaboração de uma política de combate à corrupção e um endurecimento nas suas relações com empresas que não possuem políticas de boa governança.

4 - Nessa linha, LEC surge como uma plataforma de comunicação inovadora, que apoiará as empresas em todo o processo de gestão de compliance, gerando conteúdo inovador no Brasil e trazendo cases e opiniões de experts internacionais.
LEC tem a intenção de promover debates, treinamentos e discussões relacionadas ao tema, sempre de forma proativa e pro negócio.

Convidamos a todos a visitar o nosso site – www.lecnews.com.br – que já contempla alguns artigos sobre compliance nacional e internacional.




Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

4 de julho de 2012

Mercado: qual a melhor Pós Graduação para cursar no momento?



Um contato do meu perfil no "LinkedIn" (veja o perfil clicando aqui) fez uma excelente e muito oportuna pergunta sobre a escolha de curso de Pós Graduação em Direito. Basicamente ele gostaria de saber se a área de direito empresarial é uma boa escolha para um curso de pós graduação. Ele já está um passo na frente de outros estagiários... refletindo sobre a melhor decisão que fará no futuro!

Por coincidência, ontem (03/07) estive na 77a Subseção da OAB SP em Poá (foto ao lado) para uma palestra sobre "Critérios de Fixação dos Honorários Advocatícios - quanto vale o seu trabalho?" (leia artigo neste Blog sobre o assunto clicando aqui)

Lá também fui questionado sobre a importância da Pós Graduação na formação do advogado especialista e o reflexo disso no valor dos honorários advocatícios que um especialista deve/pode cobrar pelos serviços que presta.

Então, pensei que poderíamos escrever um pouco sobre ser especialista a partir da escolha de um curso de Pós Graduação em Direito! 

REGRA GERAL: Qualquer que seja a sua dúvida sobre qual o melhor curso de Pós Graduação fazer, vale uma regra de ouro: é preciso ter foco.

Vamos falar um pouco sobre isso, como ter foco nesse momento! São apenas 3 passos!

1 - PRIMEIRO PASSO: escolha um curso de Pós Graduação em Direito que esteja alinhado com o seu perfil pessoal e profissional (com suas habilidades pessoais e competências técnico profissionais).

Veja algumas dicas!

1.1 - Isso não serve se sua escolha esteja focada em concursos públicos ou para progressão no plano de carreira da empresa onde você trabalha (nestes dois casos, se seu interesse é apenas o diploma, em tese, escolha com base no preço e no tempo de dedicação).

Mas, se o seu objetivo é usar um curso de Pós Graduação em Direito para decolar sua carreira, perceba efetivamente que um curso de especialização deve ter a sua cara!

1.2 - Ter foco é buscar um curso adequado ao seu perfil. O que pensa sobre isso? Com qual área do Direito você realmente gosta de trabalhar? 

Se você não tem habilidade com contas e cálculos, não pense no Direito Previdenciário nem no Direito Tributário, pois no mínimo nestes casos, para ser um especialista no assunto, é preciso ter gosto e aptidão por cálculos...

Se você não tem vocação para o atendimento ao público e paciência para compreender e ouvir as necessidades e lamentações alheias, não pense no Direito de Família...

Então, antes da escolha do curso, faça suas escolhas profissionais e, a partir disso, tenha foco!

1.3 - Muitos advogados possuem profissões ou experiências profissionais que antecedem a advocacia, então, devem considerar estas habilidades para escolher seu curso de Pós Graduação.

Imagine que um empresário do ramo do turismo, dono de um hotel que se torna advogado, poderá buscar um curso que efetivamente fortaleça seu posicionamento no mercado, para atuar como um real especialista no "direito do turismo". Alguém que tem vivência no âmbito político administrativo no município onde atua como advogado, pode pensar na especialização no direito eleitoral.

2 - SEGUNDO PASSO: adeque sua escolha ao seu entorno! O seu curso de pós graduação deve ser aplicável no ambiente profissional e social em que está inserido, tornando-o um profissional efetivamente mais capacitado.

É preciso conhecer o seu entorno. Você conhece o ambiente em que atua ou atuará?

Veja algumas dicas:

2.1 - Pense: se você atua no interior do Estado onde mora, longe dos grande clubes de futebol, dificilmente terá sucesso com a carreira de direito desportivo.

Se você está longe das instalações de refinarias e sítios de extração de petróleo, dificilmente terá sucesso com o estudo do "direito do petróleo e gás". Se sua região é altamente industrializada, será que há espaço para o estudo do "direito agropecuário"?

Então, sua escolha deve ser adequada ao seu perfil (primeiro passo), mas não pode estar desalinhada das suas reais possibilidades de atuação e progresso na carreira (segundo passo).

2.2 - Muitos advogados estão inseridos dentro de uma empresa (departamento jurídico) ou num escritório de advocacia. Atenção!

Se o escritório atua com direito imobiliário e somente isso, qual o curso ideal para continuar ali? Salvo pretendam uma nova área de atuação, alinhe-se ao perfil necessário!

Agora, se o escritório atua em várias frentes e muitos advogados já são Pós Graduados, especialistas em Direito Tributário, será que não é melhor pensar numa nova abordagem?

Isso o destacará do grupo, manterá você numa roda de menor concorrência interna. Então, sua escolha poderá fortalecer, por exemplo, outra área de atuação que precisa de alguém mais preparado na equipe.

Sugiro que converse abertamente sobre isso com seus superiores! Pergunte: qual seria o melhor caminho para o grupo!?

3 - Recapitulando!

Primeiro passo: escolher um curso de pos graduação alinhado ao seu perfil, para trabalhar com o que se gosta, para trabalhar com uma área em que suas habilidades e competências pessoais o destaquem dos demais profissionais.

Segundo passo: escolher um curso de Pós Graduação adequado ao seu entorno, para aproveitar as oportunidades reais que o mercado lhe oferece!

Agora o TERCEIRO PASSO: escolher a instituição de ensino.

Não estude em qualquer lugar, não estude em qualquer curso, não estude com qualquer aluno ou com qualquer professor. Escolha a instituição de ensino adequada!

Veja algumas dicas!

3.1 - Pense que fazer um curso de Pós Graduação é um investimento de tempo e dinheiro! A instituição de ensino deve estar adequada ao quanto seu bolso pode pagar. Ela deve estar adequada ao fator proximidade e deslocamento da sua cidade. Ela pode ser até na modalidade EAD (ensino à distância). Mas, ela não pode ser qualquer instituição de ensino, pois você não pode escolher qualquer curso.

Não invista naquilo que você sabe que não lhe trará frutos! Não escolha sua instituição, sobretudo, isoladamente pelo critério preço!

3.2 - Após definir o seu curso pesquise que instituições o oferecem. Veja o conteúdo programático dos módulos, veja o que efetivamente se estuda.

Veja o corpo docente e procure aqueles em que os professores aliam didática e experiência real de mercado!  Lembre-se, você quer ser especialista!

Alguns cursos são muito teóricos. Para atuar como advogados é melhor um curso com foco prático, com aulas que aliem "teoria e prática", principalmente, se você é um advogado recém formado.

3.3 - Busque uma instituição que tenha tradição no ensino jurídico. Tradição significa ter tempo no mercado, e tempo bem aproveitado no mercado! Veja os resultados da faculdade no Exame da OAB, veja se além de especialização a instituição possui, por exemplo, programa de Mestrado em Direito.

A melhor forma de saber se o curso é proveitoso é perguntando aos alunos que estão cursando o que acham do curso. Investigue isso e pergunte diretamente o que acham. Visitar a instituição no dia de aula, de surpresa, é uma boa! Veja como os alunos se comportam e são recebidos na secretaria, por exemplo.

Fique atento também no seguinte: algumas escolas de Direito estão mais focadas na teoria, outras na prática; algumas no direito privado, outras no direito público; isso pode ser um norte!

4 - Para concluir, gostaria de responder aquela pergunta inicial do meu contato no Linkedin.

Sim. Escolher uma Pós Graduação em Direito Empresarial pode ser uma boa escolha, pois o mercado para o direito empresarial está aberto, assim como está para muitos outros ramos do direito.

Mas, só haverá sucesso se você fizer a escolha certa, ou seja, a escolha mais adequada para você!

Realmente, não existe a melhor escolha. Existe a escolha mais adequada para você!

Então, tenha foco e sucesso!
Grande abraço,


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br