30 de março de 2012

Empregabilidade: o que o mercado procura?


Quantas faculdades de direito existem no país? Quantos alunos de direito estudam na sua faculdade e disputam com você uma vaga de estágio? Quantos advogados existem na sua cidade?! É uma concorrência grande entre alunos em busca de estágio e entre advogados em busca de alguma oportunidade de trabalho.

A pergunta é: você está preparado para esta concorrência? Você sabe o que o mercado procura neste cenário? A resposta está num jogo de palavras: trivial, diferente e fora de série.

Você precisa atender os requisitos mínimos do mercado, precisa ser trivial. Existe um nível mínimo para participar desta concorrência, para “concorrer”. Em alguns setores basta o conhecimento de informática, para outros é essencial o conhecimento de uma segunda língua, por exemplo, o inglês.

Você precisa ser diferente, fugir do que é comum no mercado. Precisa ter algum ponto que o destaca e o diferencia dos demais. Pode ser uma habilidade pessoal que o torna diferente, como uma oratória fora do comum, ou então uma competência técnica que o torna diferente dos demais candidatos, como um entendimento prático e teórico altamente especializado de determinada área, exemplo, de obtenção de licenças ambientais.

Vamos combinar o trivial e o diferente. Pense sobre isso. Hoje, para qualquer vaga de estágio em direito exige-se o uso dos programas de edição de texto, como o Word. Mas, para ser diferente, e se destacar, você pode ter uma habilidade extra, sabendo usar muito bem as ferramentas do Excel (e não apenas o Word). Para determinada vaga exige-se uma segunda língua, mas para ser diferente, você demonstra que tem domínio sobre duas e não apenas uma língua estrangeira.

Pois bem. Mas, o mercado está tão concorrido, seja para estagiários seja para advogados, que não basta estar dentro do trivial e apresentar um diferencial para se destacar. O sucesso mesmo está para aqueles que são “fora de série”.

Quem é fora de série não está na fila da concorrência, ele tem um passe livre, um “fura fila”. Quem vai ao parque de diversões e não quer ficar na fila compra um tíquete especial, um “fura fila”. Na concorrência do mercado de trabalho é preciso ter um fura fila, é preciso ser fora de série!

As faculdades de direito formam bacharéis que, aprovados na OAB, são habilitados ao exercício da profissão de advogado. Todos são nivelados pelo Exame, todo mundo sai igual para o mercado no que tange a formação técnica. 

Depois, o mercado começa a fazer exigências que se formam num modelo trivial, que todos devem possuir. Quem consegue atender o básico da exigência, continua na concorrência, mas continua na mesma fila dos demais concorrentes. Se você ficar aí, ficará esperando a sua vez, contando, muitas vezes, com a sorte. Porém, o mercado busca aquilo que não é comum, busca além dos diferenciais, aquilo que é fora de série!

Sendo assim, provoco você novamente: como se tornar um fora de série? Como ser não apenas diferente, mas se tornar essencial para o mercado, de modo que você não participe da concorrência, simplesmente porque está tão preparado que consegue sua colocação sem concorrer com ninguém?

Para ser fora de série é preciso atender o básico primeiro. Ou seja, ser básico é atender o que é trivial e ter alguns diferenciais. Mas, isso não basta.  Com esse perfil (trivial + diferenciais) existem muitos, portanto, depois de atender o básico, é preciso encontrar algo para realmente se destacar e furar a fila, se tornar um “fora de série”.

A primeira fábrica de veículos automotores em série, a Ford, verificou que ao invés da fabricação artesanal de veículos era possível fabricar com menor custo criando a fabricação em série de muitos carros iguais, padronizados. Porém, qual é o nosso sonho de consumo? Um carro igual aos demais não é tão atrativo quanto uma Lamborghini fabricada individualmente e que poucos possuem igual, pois é um veículo ‘fora de série’. Que carro você quer ser? Um carro de série ou um carro fora de série?


E não é só. Também não adianta ser algo fora de série, deter algum conhecimento ou habilidade fora de série, sem que ninguém saiba disso. É preciso, então, ter uma boa estratégia de marketing.

Há um ditado que explica porque a galinha é mais famosa que a pata. Esta bota um ovo muito maior do que aquela, mas quase esquecemos que a pata bota ovos. De fato, a galinha é mais famosa, pois quando ela bota um ovo, mesmo menor, ela canta para todo mundo ouvir! Então, não basta ser realmente um destaque, “a propaganda é a alma do negócio”.

Então o seu desafio é o seguinte: como ser um fora de série e como mostrar isso para o mercado?


É preciso conhecer o mercado, conhecer a concorrência, conhecer a si mesmo e planejar ações que construa algo fora de série e que mostre para o mercado que você é fora de série.

O advogado cheio de títulos de pós-graduação não necessariamente é um fora de série, pois para ser é preciso realmente saber colocar a mão na massa e trazer resultados, como ninguém consegue fazer.


E agora, o que é que você faz? Para se conhecer e buscar planejamento que o torne um fora de série use uma matriz SWOT. Divida uma folha de sulfite em quatro quadrantes: forças, fraquezas, oportunidades, desafios.




Indique três itens para cada quadrante. Três para fraqueza, três para forças etc. Depois, aponte uma atitude para cada item. Ou seja, o que fazer para potencializar suas forças? O que fazer para anular as suas fraquezas? O que fazer para aproveitar as oportunidades que surgem? O que fazer para vencer os seus desafios?

Ao final, estipule prazos para praticar cada atitude. Veja que você terá uma atitude para cada item, sendo três para cada quadrante, você terá doze atitudes que certamente, quando cumpridas, começaram a desenhar o caminho do seu sucesso!

Está esperando o que? Sonhe! E se é possível sonhar, poderá ser realizado! Acredite no seu potencial!


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

18 de março de 2012

Como montar um bom currículo para vagas jurídicas?

Alunos de Direito e Advogados


Muitos alunos dos Cursos de Direito elaboram currículos ou preenchem formulários eletrônicos para concorrerem a vagas de estágio sem que tenham tido a oportunidade de aprender alguns detalhes importantes sobre isso.



No exercício da advocacia como sócio do CMO Advogados ou no exercício da função de Coordenador do Curso de Direito do Centro UNISAL Lorena SP recebo currículos diariamente, de advogados, de professores e de estagiários. 



O objetivo desta postagem é ajudar o aluno ou o advogado a elaborar um bom currículo, focado na conquista da vaga de estágio ou de emprego almejada!



A pergunta é: como preparar um bom currículo para vagas na área jurídica?



1 - Para que serve o currículo?



O currículo mostra quem você, o que você já fez e o que tem capacidade de fazer. Eis a razão para participar de todos os eventos e projetos durante os primeiros anos de faculdade: para montar um bom currículo! Para advogados manter-se atualizado e em contato com o mundo jurídico após a faculdade é fundamental, seja em eventos, palestras, cursos de extensão ou mesmo em pós graduação.



Na área jurídica o currículo tem 3 objetivos iniciais que destaco abaixo.



O candidato pode se utilizar do currículo para tentar alcançar uma melhor colocação em vagas nas carreiras públicas. Na maioria das vezes o edital prevê pontuação para "títulos e documentos", ou seja, o candidato com um bom currículo poderá ganhar alguns pontos que se somará à nota da prova do concurso e colocá-lo em melhor posição na classificação final. Fica a dica: leia com atenção o edital de abertura da vaga e elabore um currículo adequado ao que o edital pretende pontuar. Muitas vezes o curso de inglês não vale pontos, portanto, foque nos cursos e eventos que valem pontos no edital!



O candidato também pode preparar um currículo para tentar criar uma oportunidade de estágio ou de trabalho. Ou seja, não há nenhuma vaga aberta, mas ele preparar um currículo e distribui em diversos locais onde há potencial chance de existir uma vaga. É uma conduta pró ativa e que demonstra, logo no início, uma capacidade importante de lutar pelos seus objetivos! Isso é positivo! Mas, fica a dica: entregar para a pessoa certa! Pesquise primeiro quem realmente recebe e arquiva os currículos, pois se entregar para qualquer um ele irá para a gaveta, ou vira papel de rascunho!



Por fim, em terceiro lugar, podemos destacar que o candidato cria o seu currículo direcionado para determinada vaga aberta no setor privado, geralmente, na advocacia. Se o seu currículo é direcionado para determinada vaga é preciso percorrer um caminho para que ele seja visto e chame a atenção dos selecionadores!



Eis o objetivo desta postagem, ajudá-lo nisso: como elaborar um bom currículo para vagas de estágio na área jurídica!



2 - Qual o perfil de quem seleciona?



Qual é o perfil das pessoas que selecionam os currículos? Já imaginou quantos ela recebe mesmo quando uma vaga não está aberta? Imagine também quantos currículos ela pode ter recebido para aquela vaga!



Via de regra quem seleciona tem o tempo curto para fazer isso ou pelo menos faz isso rápido porque tem o olhar clínico, aguçado, sabe exatamente o que quer encontrar!



A maioria dos candidatos tem o perfil muito parecido. Então é preciso se destacar na multidão! Quem seleciona vai direto ao ponto e busca diferenciais, portanto, precisamos mostrar para ele o que ele pretende encontrar! Vamos ver como isso pode ser feito!



3 - Faça o dever de casa!



Antes de elaborar o currículo você deve conhecer duas coisas: a vaga e você.



Saiba exatamente qual é a função e os requisitos da vaga, conheça o perfil dela e conheça também a empresa que está selecionando! Isso ajuda na elaboração do currículo e, depois, na entrevista!



Se você é aluno, veja quais são as atividades que você já realizou como aluno, como estagiário, ou mesmo antes da faculdade, que tenham ligação com o perfil da vaga. Se você é advogado, veja quais atividades foram praticadas durante e depois da faculdade e que podem ser informações úteis para o selecionador. É muito importante conhecer bem você para que a preparação do seu currículo deixe claro quem você é e, além disso, mostre que você tem o perfil necessário ao preenchimento da vaga!



Se você conhece o seu perfil e o perfil da vaga terá maiores chances de elaborar um currículo adequado! Isso mesmo, adequação é a primeira palavra de ouro para que seu currículo seja selecionado! A capacidade que um candidato tem de compreender a vaga e destacar no seu currículo aquilo que ele oferece para aquela vaga é sem dúvida uma ferramenta importante!



4 - Como montar o currículo?



Algumas características gerais devem ser conhecidas antes de se montar um currículo. Ele deve ser completo (não é sua história de vida, mas completo em relação ao perfil da vaga), objetivo (não é um texto dissertativo, portanto, é mero informativo, pois os detalhes ficam para a entrevista), organizado (dividido em partes que seguem um critério de grau de importância e ordem cronológica) e adequado (ao perfil da vaga, destacando, portanto, o que é essencial).



Se você conseguir atingir esses objetivos gerais vai causar impacto inicial, vai gerar boa impressão! Essa é a segunda regra de ouro para alcançar a vaga de estágio desejada: causar boa impressão ao selecionador!



Há vários modelos de currículo na internet, é fácil encontrar um para se orientar inicialmente! Não vou postar um modelo aqui, mas além destas características gerais é possível observar a estrutura básica do currículo para vagas na área jurídica:



- cabeçalho e informes pessoais

- objetivo do candidato
- escolaridade
- experiências na área (se houver)
- cursos, projetos e palestras
- conhecimento em idiomas e informática
- habilidades pessoais (e não técnicas)
- diferenciais (focados na vaga)


No cabeçalho não faça exageros! Seja discreto e busque conhecer o perfil da empresa antes de fazer um currículo com muitos apetrechos de imagem ou fontes rebuscadas! Quanto aos dados pessoais destaque o essencial e só coloque algo mais se a vaga exigir (exemplo: possuir habilitação, residir em tal cidade).



No objetivo deixe claro o que pretende alcançar, apontando a vaga ou no máximo o setor em que pretende estagiar. Alguns especialistas dizem que se a remuneração é importante, coloque essa informação no seu objetivo, deixando claro que há interesse na vaga com remuneração! Isso mostra que você valoriza e respeita o seu trabalho, bem como que está decidido, sabe o que quer. E, caso não seja remunerada a vaga, logicamente, ninguém perderá tempo até descobrir isso somente na entrevista!



Na escolaridade, salvo seja significativo o ensino médio, coloque somente o ensino superior, com destaque para o ano de início e de conclusão do curso. Se iniciou uma pós graduação lance isso antes dos dados sobre a graduação. Se não há experiência profissional não coloque nada (algumas vagas exigem experiência anterior, portanto, pode ser que o seu currículo não seja selecionado - mas, não desista, arrisque enviando seu currículo!).



Coloque resumidamente os cursos, as palestras e os projetos que participou. Dê destaque para os temas, o local, o ano/período, organizando isso em ordem cronológica, do mais novo para o mais antigo. Se você tiver muitas informações, coloque só o que está ligado com o perfil da vaga (adequação).



O idioma pode ser requisito essencial! O conhecimento básico de informática já é essencial para vagas na área do direito. Veja o perfil da vaga e descubra se há alguma outra exigências antes de preencher o currículo. É importante colocar o nível do conhecimento da língua estrangeira (básico, médio, avançado - lê, escreve e fala, etc.). Na questão da informática é importante descrever quais programas conhece e que tipo de habilidades tem com eles.



No campo dedicado às habilidades pessoais pense naquelas capacidades que as pessoas teem independente da formação técnica, como a postura, a oratória, a escrita, a capacidade de lidar com conflitos, de atender o público, de organizar ambientes e grupos de trabalho etc.



Nos diferenciais busque destacar em tópicos curtos aquilo que essencialmente habilita você à vaga! Descreva as ações que já realizou em outros estágios, na faculdade ou em outros momentos da sua vida, mesmo que fora da área técnico jurídica. Mostre os resultados alcançados nesses momentos. Por exemplo, participou da organização de determinado projeto na faculdade ou na OAB, que culminou com uma palestra que envolveu todos os alunos ou advogados da região. Participou da arrecadação de alimentos num evento e da distribuição destes para entidades carentes; plantou árvores; participou de concurso de poesias ou de um passeio ciclístico etc.



Lembre-se das duas regras de ouro: adequação e boa impressão!



5 - Dicas rápidas



Para finalizar, fique com as dicas abaixo!



a) Não tenha pressa, tenha capricho!



b) Não dê tiros para todo lado, adequação é o segredo!



c) Seja sincero e não queime seu filme na entrevista!



d) Seja organizado ao informar, pois organização é crucial nas carreiras jurídicas!



e) Use sua rede de relacionamentos para conhecer mais detalhes sobre a vaga e até para fazer contato com o selecionador.



f) Duas páginas de currículo é muito para vagas de estágio, uma folha é mais do que suficiente para se destacar.



g) Os detalhes finais do currículo, com as habilidades e os diferenciais, são a isca! Pense muito nisso!



Agora! Sucesso e boa sorte na próxima seleção!



Grande abraço,


Leia também:

EMPREGABILIDADE: O QUE O MERCADO PROCURA.

COMO ENCANTAR CLIENTES NA ADVOCACIA

COMO ATENDER UM CLIENTE NA ADVOCACIA E VENDER SEU SERVIÇO!


Veja um vídeo sobre a postagem:
BATEPAPOCOMADVOGADOS

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

26 de fevereiro de 2012

Critérios de fixação do valor dos honorários advocatícios: quanto vale o seu trabalho?



Advogado e estudante de Direito! Leia com atenção, até o fim! Isso é crucial para o sucesso da sua atividade profissional!

1 – Sabemos que atualmente a gestão da advocacia deixou de ser um tema da moda e passou a ser uma necessidade. Definição de missão, visão e valores da banca; elaboração de um planejamento estratégico; gestão dos recursos humanos, dos recursos financeiros e do relacionamento com o cliente, além do marketing jurídico, passou a fazer a diferença entre uma banca bem sucedida e outra. A gestão profissional se instalou na advocacia. Isso é fato.

2 – Uma das áreas do escritório que precisa de gestão é o setor financeiro. Talvez um dos mais importantes, que relaciona efetivamente o que a banca, como entidade de caráter quase empresarial busca, ou seja, a lucratividade. Redução de custo já não é o suficiente. Fazer gestão financeira simplesmente olhando se sobra dinheiro na conta no final do mês é sinal de amadorismo e um caminho muito perigoso.

Hoje existem muitos temas específicos que podem ser aqui lembrados: custos fixos, ocultos e variáveis, margem de lucro, receita operacional, controle e fluxo de caixa, gestão da inadimplência, o reembolso de despesas, ponto de equilíbrio, retirada dos sócios, remuneração dos colaboradores, remuneração por resultados e competência, plano de carreira, investimento em áreas e clientes, e, por fim, a precificação.

Precificação? Isso mesmo, a arte de colocar preço nos produtos e serviços! Como você coloca o preço do seu serviço advocatício? Como fixar o valor dos honorários faz parte da gestão financeira do escritório e é um dos seus pontos vitais.


Palestra proferida na sede da OAB SP sobre o tema desta postagem em 28/02/2012.

Como você coloca preço no seu serviço? Há vários métodos no mercado: a tabela da OAB, um percentual do benefício alcançado pelo cliente, especialidade e complexidade da causa, tempo de duração do processo, valor dos seus débitos daquele mês, valor cobrado pelos concorrentes, ou até mesmo “qualquer valor”. Com base nisso temos duas observações: a primeira é que nenhum desses pontos está errado, mas usá-los sem organização e planejamento, isso sim, é um grande equívoco; a segunda observação é a seguinte: no final do mês, como você sabe que seu serviço é lucrativo?

Se você usa aleatoriamente e sem planejamento tais regras de precificação saiba que não há como descobrir se seu preço traz lucro ou não. E, cada serviço precisa ser lucrativo, sobrando ou não dinheiro na conta corrente no final do mês, cada serviço precisa gerar sua parcela de lucro.

Vamos então melhorar esse método de precificação? Comecemos neste texto pelo básico, traduzido pela seguinte fórmula:

PREÇO = (1) Custo do serviço + (2) despesas geradas + (3) Lucratividade da banca.

O (1) custo do serviço, por sua vez é composto do seguinte:

(a)    Atividade intelectual (por exemplo, levar em conta o valor do bem da vida almejado pelo cliente, o tempo de execução do serviço e a complexidade jurídica da causa em si). Esteja ciente de que o advogado, o estagiário ou o sócio realiza um trabalho intelectual para prestar o serviço e isso deve ser remunerado sendo que o pagamento disso não se confunde com o lucro que o escritório deve ter, como veremos abaixo. A causa apresenta um tema juridicamente complexo? O tempo do processo será considerável? Pense nisso tudo!

(b)   Custos (por exemplo, os fixos, os custos variáveis e até mesmo os chamados custos ocultos). É preciso fazer o levantamento financeiro do escritório com base nos custos. Acredito que levantando isso durante três meses já seja possível conhecer um pouco dos custos do seu negócio. Monte uma tabela no Excel, divida por clientes e faça anotações para tentar encontrar o melhor resultado possível. Os custos fixos incidem em todos os clientes; os custos variáveis variam de caso a caso e exigem um controle individualizado; os custos ocultos geralmente estão relacionados com atos que demandam tempo e atuação de um funcionário, mas que representam um custo, portanto, devem ser computados.

Veja como podemos organizar estas informações: ¡  Custos fixos (aluguel, salários, luz, água, café, depreciação dos computadores, segurança etc.) ¡  Custos variáveis (telefone, internet, papel, remuneração do associado, material de escritório etc.) ¡  Custos ocultos (emails, publicações, reuniões, telefonemas, pesquisas, vista dos autos, memorandos, relatórios etc.) 

A gestão empresarial nos ensina que devemos montar um centro de custos, para que todo o tipo de custo fosse lançado para o cliente, automaticamente, assim que fosse gasto. Contudo, num escritório isso demandaria tempo de organização e pessoas para atuar somente nessa área, ou seja, temos que nos adaptar!

Conhecendo as finanças mensais é possível definir, com bom senso, uma “taxa fixa” que deverá ser paga por todo cliente, sendo que o valor arrecadado tem o fim de ser diluído para compensar os custos fixos, variáveis e ocultos do escritório.

Algumas bancas fixam ‘taxa de manutenção’ do processo, cobrando mensalmente do cliente, por exemplo, R$50,00 por processo. Outras fixam um valor único a ser pago com o total do preço, como, por exemplo, o valor de R$900,00 para um processo que vá durar cerca de 4 anos. O importante, neste último caso, é reservar esse dinheiro para as contas futuras do escritório, pois apesar de arrecadado no presente o objetivo não foi gerar lucro, mas sim compensar despesas futuras!

(c)    Tributos (por exemplo, quando a banca emitir uma Nota Fiscal e sobre a qual recairá encargo tributário, deverá acrescer o valor ao seu preço final). Aqui não há segredo, é simples conta matemática, aritmética: repassar ao cliente o custo tributário do seu serviço, assim como o supermercado faz com os produtos da prateleira dele.

Guarde esse segredo: o cliente deve pagar os custos, e também as despesas que seu serviço gera.

O segundo ponto a ser considerado na fixação do preço são as (2) despesas geradas pelo serviço. 

Faça constar no contrato de honorários que as despesas correm por conta do cliente de forma antecipada ou reembolsada. As taxas judiciárias e custas processuais correm por conta do cliente. O mesmo se diga das despesas geradas com viagens, deslocamentos e horas fora do escritório, bem como o uso de serviços de auxiliares técnicos, como contadores. Além disso, as despesas com fotografias e impressões que são usadas como documentos no processo. No momento de fechar o serviço proponha o modo de custeio das despesas pelo cliente, se o fará antecipando valores ou se o fará com reembolso periódico, mensal ou não.

O terceiro ponto, e mais importante para a saúde financeira da banca, é (3) a lucratividade.
Custos e despesas devem ser pagos pelo cliente, isso tudo dentro do preço final. E, nesse mesmo preço final, parte dele, diz respeito ao lucro da atividade. Aqui é que se ganha dinheiro. Com o pagamento das despesas e custos pelo cliente deixa-se de gastar dinheiro, aqui se ganha.

A lucratividade pode ser fixada simplesmente aplicando um percentual sobre o valor do custo (do custo, não da despesa) ou então somente sobre o valor declinado como “atividade intelectual” que é uma das partes que compõe o custo. Imagine que a somatória de custos é de R$4.000,00 (atividade intelectual + custos).

Pense que essa lucratividade precisa estar adequada ao quanto o serviço mobiliza em termos de pessoas e tempo da sua equipe. Imagine um serviço que envolveu um estagiário; o lucro pode ser a partir daí traçado, mas se envolveu o sócio e outro advogado, há que se levar isso em conta.

Não se esqueça da questão ética: o advogado não pode se tornar sócio do cliente. Assim, não é possível cobrar deste valor igual ou próximo ao bem da vida, sob pena de inviabilizar o objetivo maior da atuação profissional. Sob esse prisma ético as regras da Tabela da OAB são também um norte importante e imprescindível a considerar. Consulte-a para ter um paradigma.

Perceba que depois de ter anotado o valor dos custos e das despesas isso se torna inegociável com o cliente. Você não pode permitir que o cliente negocie uma redução que prejudique o pagamento dos custos e das despesas, pois qualquer número menor do que isso tornará seu serviço financeiramente deficitário e o prejuízo será pago pela banca. A soma de custos e despesas é o limite mínimo de valor a título de honorários para evitar que você “pague para trabalhar”.

Por outro lado, ao anotar a lucratividade, o terceiro componente do preço do serviço advocatício, você está diante daquilo que é negociável. Sair de um percentual de 30% sobre os custos para 20% sobre os custos é uma opção da banca para poder fechar o serviço, atender o cliente e viabilizar aquela captação. O importante é ter sempre uma margem de lucro para que sua atividade seja no mínimo lucrativa e traga alguma vantagem financeira para a banca depois de realizado o serviço.

Pois bem, além de considerar os custos, as despesas e a lucratividade na composição final do preço que seu serviço vale, há outras observações importantes que a prática nos propicia e você deve considerar: a cláusula de êxito, o risco do inadimplemento, o marketing positivo e a quarentena.

A cláusula de êxito é vivenciada como uma premiação prevista no contrato de honorários para o caso de êxito final da demanda ou mesmo apenas pela obtenção de uma medida liminar. O valor dessa cláusula não pode retirar da sua banca a lucratividade, portanto, ela deve ser parte do lucro, mas não o lucro inteiro. Imagine que ao precificar um serviço o valor de honorários, fixado na base de 20% sobre o “custo” o sobre o valor definido para a “atividade intelectual” apenas chegou à quantia de R$3.000,00 e o cliente quer negociar uma cláusula de êxito. Essa não pode ser de todo o lucro, mas de apenas parte dele, por exemplo, R$2.000,00 inicialmente e R$1.000,00 a título de êxito.

Outro fator a considerar na precificação é o risco da inadimplência. Se o cliente que o contrata é conhecido e sabe que nem sempre cumpre com os honorários como deveria, o ideal é buscar algum reforço no valor, na prestação inicial (no sinal) para que seja evitado o prejuízo. A dica simples é: nesse caso antes de começar seu serviço, no mínimo, o cliente deve pagar o valor correspondente ao seu custo e as despesas, deixando para depois somente a lucratividade. Se ele não paga você pode até não ter lucro, mas não terá prejuízo.

A banca ainda deve considerar na hora de fixar os honorários o marketing positivo. Atuar em prol de alguma causa ou de alguma pessoa pode gerar um efetivo positivo perante a sociedade. Pode ser um assunto que chamará a atenção do público em geral ou mesmo de potenciais clientes seus. Aqui o cuidado é com a ética, não se deve atuar de graça, salvo nas hipóteses que a lei permitir, mas é possível não ter lucro algum, ou mesmo arriscar algum prejuízo, para que o caso em si seja uma boa tacada de marketing para a banca! Use o bom senso e não se aventure, bem como respeite a ética profissional.

Da mesma maneira que pode ser ótimo atuar num caso ou em favor de alguém isso pode ser ruim para sua banca. Os advogados após atuarem em desfavor de determinada pessoa ou empresa são submetidos à quarentena, ou seja, estão proibidos de atuar em favor desta pessoa ou empresa pelo tempo mínimo de 2 anos. Sendo assim, antes de aceitar uma causa veja quem é a parte contrária. Se for um potencial cliente que o escritório persegue e que há interesse em captá-lo, não aceite a causa. Se não for tão sério assim, fixe honorários que tragam uma lucratividade considerável, que compense a quarentena.

Considerando tudo o que foi visto até agora, vamos imaginar um exemplo com números:

[1] (+) 4.000,00 (valor da atividade intelectual)
[1] (+) 300,00 (taxa fixa para cobrir o custo)
[1] (+) 700,00 (tributo incidente)
(=) 5.000,00 (custo do serviço)
[2] (+) 700,00 (despesas iniciais)
(=) 5.700,00 (custo + despesas)
[3] (+) 30% sobre 4.000,00 (lucratividade)
(=) 6.900,00 (preço final)

Lembre-se que a taxa para cobrir o custo é fixada de acordo com a análise que você traçou em seu escritório e que ela pode ser cobrada numa única parcela no começo do serviço, ou mensalmente em valores menores, como uma taxa de manutenção do processo. No mesmo sentido, o reembolso das despesas futuras continuará sendo possível e tudo isso deve estar bem claro no contrato escrito de honorários que você celebrará.

Esses valores não precisam ser esclarecidos e sequer abertos ao cliente. Você deve fazer essas anotações e chegar ao número final e a partir dele negociar com o cliente. No caso acima você diria ao cliente que considerando os custos (as características do trabalho intelectual, custos do serviço, tributos) e as despesas o valor do contrato de honorários para tal serviço é de R$6.900,00. Se ele negociar você sabe que o seu lucro é de R$1.200,00 (30% da remuneração da atividade intelectual) e é nesse patamar que você tem poder de negociação, diminuindo a lucratividade, mas nunca diminuindo o valor que é pago a título de custos e despesas, para que sua banca não fique no prejuízo.

Assim, podemos concluir que não é simples lidar com a precificação dos contratos de prestação de serviços jurídicos, contudo, que é extremamente necessário dominar estes números para ter certeza que sua banca está lucrando e não está tendo prejuízo ao assinar um contrato. O importante não é ter mais um cliente, mas ter um cliente que lhe remunere adequadamente pelo trabalho intelectual, que cubra os custos ocultos, fixos e variáveis, que garanta o pagamento das despesas e que ao final lhe traga lucratividade. É ela que colocamos no bolso no final do mês! É melhor recusar um serviço do que assumir um prejuízo! Pense nisso na próxima vez que fizer uma proposta de serviços!

Um grande abraço e bons negócios!


Luis Fernando Rabelo Chacon
@LuisFRChacon
www.cmo.adv.br

24 de fevereiro de 2012

PRECIFICAÇÃO: COMO CALCULAR O VALOR DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS?

Caros colegas,


Estou preparando um texto sobre fixação do valor dos honorários advocatícios, ou sobre quanto vale o seu trabalho como advogado.


O texto é resultado da preparação da minha palestra que ministrarei na Escola Superior da Advocacia, na OAB SP, na próxima terça-feira, 19hs.


Confira toda a programação da semana na ESA SP aqui.


Não é fácil falar de "precificação" para advogados. Colocar preço no nosso serviço. Mas, há algumas regras básicas que podem nos ajudar, além da experiência pessoal que cada profissional adquire ao longo dos anos.


Nosso trabalho é intelectual, portanto, nem sempre palpável, bem como o resultado nem sempre é imediato. São complicadores que devemos considerar.


Vejo vocês na próxima postagem! Se alguém quiser contribuir, seja bem vindo!


Grande abraço,

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon
@LuisFRChacon
www.cmo.adv.br

12 de fevereiro de 2012

Prestar a OAB no 9º semestre da FACUL: é uma boa?



Olá pessoal!

[Alunos de Direito e Exame da OAB]

Muitos alunos ficam na dúvida. Porque prestar o Exame da OAB logo no começo do 5º ano da faculdade? Há pontos positivos e negativos, há desafios e mais vantagens que desvantagens.

A primeira coisa certa é que o aluno deve estar preparado, não só pelos 200 reais que se gasta na inscrição, mas também para evitar que uma reprovação o surpreenda negativamente. Mas, resolvi escrever esta postagem para que o aluno possa pensar nisso antes do 9º semestre ou quanto chegar nele.

Primeira vantagem: se você passar será o melhor 5º ano da sua vida! Já imaginou cursar o último ano da faculdade sem o “peso” de prestar o Exame da OAB e com a vermelhinha no bolso! Isso literalmente não tem preço e lhe permitirá traçar ao longo deste período de comemoração os próximos passos de sua carreira, fechando com ‘chave de ouro’ o período de faculdade. Dica: Se esse for seu desejo invista tempo nos estudos! Faça um belo planejamento e tenha foco! Sem dizer que em seu currículo isso poderá destacá-lo no mercado de trabalho!

Primeira desvantagem: a derrota pode desmotivar. Se você estiver se dedicado e se sentir preparado e por algum motivo não passar nem na primeira fase, terá que ter um bom jogo de cintura para evitar que sua estima fique baixa e te prejudique nos próximos exames. Nem todo mundo sabe lidar com a derrota, mesmo sendo necessária para o nosso crescimento. É nela que verificamos onde é preciso melhorar, mas na prática a teoria é outra. Portanto, antes de prestar, esteja ciente do risco de ser reprovado e saiba que não será o primeiro nem o último que, mesmo preparado, não consegue passar. Dica: converse com pessoas da sua família, seus pais, pois eles terão experiência e conhecimento sobre você! Depois reflita sobre e tome sua decisão!

Segunda vantagem: aprovado no exame ainda no 9º semestre você poderá ter foco no seu futuro. Lá no 6º ano, no ‘depois da faculdade’ e isso pode fazer toda a diferença no sucesso profissional. Você terá tempo de fazer um belo TCC (trabalho de conclusão de curso) e quem sabe publicá-lo numa revista jurídica renomada; você poderá dedicar-se ao estágio com muito afinco de modo a aprender tudo o que for possível e ainda, quem sabe, deixar sua marca e até mesmo conseguir uma efetivação; você poderá usar o último ano da faculdade para aproveitar o ritmo de estudos e dedicar-se aos concursos públicos que não exigem experiência profissional, como é o caso de Delegado de Polícia (é muito mais fácil estudar no clima da faculdade, contar com o ritmo de aula, com os amigos de estudos, professores e biblioteca). Dica: use as disciplinas do último ano para ganhar bagagem para seus projetos futuros, participe de outros projetos da faculdade para alimentar seu currículo, arrume ou mude de estágio para ter oportunidade de refletir sobre sua escolha profissional.

Segunda desvantagem: o aluno pode dedicar-se de modo tão concentrado que abandona outros projetos obrigatórios. Isso pode detonar a aprovação nas disciplinas, a entrega do TCC, os relatórios e audiências de Estágio e NPJ – Núcleo de Prática Jurídica etc. A queda de rendimento na faculdade pode prejudicá-lo muito, seja com a reprovação de uma disciplina, no TCC ou no NPJ. Se você tem pouco tempo para se dedicar aos compromissos da faculdade pense bem antes de tentar a OAB logo no 9º semestre, pois pode ser um desastre! Quando a gente não tem tempo e quer fazer várias coisas ao mesmo tempo, acabamos fazendo mal feito todas elas! Se esse é o seu caso cumpra com sua obrigação de acadêmico primeiro: aprovação nas disciplinas e colação de grau, um belo TCC e um NPJ proveitoso! Dica: para ter certeza converse com amigos que sejam sinceros ou talvez com o professor que lhe seja mais próximo, eles poderão mostrar e considerar pontos que sozinho você não é capaz de observar. Depois dessa conversa, reflita e decida!

Terceira vantagem: ajudar os outros! Pode parecer estranho, mas não seja egoísta e vaidoso! Lembre-se dos grandes nomes da humanidade e perceba que nenhuma destas qualidades estava com eles, ao contrário. Pense em Ayrton Senna ou Guga. Se for aprovado você poderá ajudar seus colegas de classe, seja com uma boa conversa, seja com o empréstimo de material, seja com dicas e até mesmo se propondo a ajudá-los concretamente nos estudos e revisões, seja mesmo como simples inspiração! Dica: se você pretende prestar concurso ou advogar em determinada área da advocacia pense em montar um grupo de estudos para ajudar seus colegas, pois ensinando se aprende muito! Você pode ajudar os outros e se preparar cada vez mais para o futuro!

Terceira desvantagem: a maturidade necessária! Alguns professores acreditam que o Exame é para o aluno já formado. Muitos até se lembram da história de que isso foi permitido (prestar o exame no 9º semestre para aumentar a arrecadação no Exame). Há, portanto, quem defenda que o aluno realmente corre riscos de não passar e acabar trocando o pé pelas mãos, abandonando sua formação principal que é o Bacharelado em Direito e tudo o que está no seu entorno para lhe garantir sucesso profissional futuro. Para quem tem essa opinião – que é muito legítima – o aluno, mesmo quando passa, acaba abandonando muitas coisas que são essenciais para seu futuro! E saiba que a carteirinha não é mágica, não abre portas no futuro! As portas do seu sucesso profissional dependem da carteirinha, mas dependem também de muitos outros pontos! Dica: esteja ciente que a carteirinha é um dos passos necessários para o seu sucesso, porém mantenha o foco na sua formação de bacharel, isso também é muito importante!

Quarta vantagem: arrumar emprego. Depois da faculdade com a vermelhinha em mãos você estará na frente de muitos outros candidatos para uma vaga de emprego. Não precisará esperar aquele tempo entre a colação de grau e a aprovação no exame para procurar um emprego ou montar seu próprio escritório. Dica: depois de passar potencialize seu currículo, pois muitos outros candidatos poderão estar mais bem preparados do que você! Então, pense numa pós-graduação iniciado durante o 5º ano se sua faculdade permitir, num curso de extensão, mesmo que on line, num estágio voluntário para adquirir prática profissional, uma atividade de responsabilidade social, um curso de línguas etc.

Quinta vantagem: aproveitar a oportunidade. Mesmo que a OAB tenha permitido o exame no 9º semestre é certo que se trata de uma bela oportunidade! Então, saiba que na vida as oportunidades aparecem e precisamos estar prontos! Mesmo que a decisão seja de não prestar o exame agora, será um momento de reflexão. E só o fato de refletir sobre sua preparação já é uma grande oportunidade de auto-avaliação. Se você não se sentir preparado ou por outra razão não prestar o exame no 9º semestre fique tranqüilo e tire daí uma lição: conhecer a si mesmo é a melhor ferramenta para ser melhor hoje do que foi ontem, melhor amanhã do que é hoje. Estamos em constante evolução e admitir que não está preparado e que buscará outro oportunidade é uma atitude de grandes pessoas! Dica: a insegurança pode prejudicar o desempenho, portanto, pense bem sobre isso e troque ideias com colegas, amigos e familiares. Falar com pessoas próximas é a melhor maneira de ter outro olhar sobre você!

Sexta vantagem: há outras oportunidades! O Exame da OAB, diferente do concurso público, é uma disputa com você mesmo e ela não aparece uma única vez! Aproveite, então, que há outras oportunidades e que em todas elas a aprovação depende de você! Reflita sobre tudo o que foi escrito acima. Veja que há mais vantagens do que desvantagens. Mas, lembre-se: se não passar no primeiro exame, logo no 9º semestre, pelo menos dois outros exames serão aplicados ainda durante o 9º e o 10º semestre e, ainda, um terceiro logo após sua formatura. Se não passar na primeira, vencerá depois! Dica: mesmo que não se sinta preparado pense em prestar um exame como teste, como forma de sentir o clima, sentir o calor, sentir o estilo dos aplicadores e fiscais de prova, a tensão dos examinandos, o cansaço físico e mental etc. Mas, teste com seriedade!

Por fim, fica a dica:

Se você é aluno de períodos anteriores ao 8º semestre ou 4º ano fique atento no Edital do Exame da OAB. Alunos só podem efetivamente obter a vermelhinha se comprovarem que no período da inscrição para o Exame estavam em condições de colar grau no máximo dois semestres após. Exemplo: no Exame 2011.3 o aluno tem que concluir a faculdade até o final deste ano (veja o edital). Sendo assim, se você tem alguma dependência ou adaptação pense nisso! Talvez seja preciso cumpri-las antes de chegar ao 9º semestre.

Não adiante reclamar da obrigatoriedade do Exame ou de sua constitucionalidade. Não adianta reclamar do estilo de prova, de quem organiza a prova, de quem corrige a prova. Essa é a realidade e devemos nos preparar para ela.

Não decida sozinho, ouça pessoas próximas, parentes, amigos, colegas de classe e professores. Duas cabeças pensam muito mais que uma. A opinião de uma pessoa que não vive esse drama te dará horizontes nunca imaginados! Quem está de fora da foto olha ela de frente!

Qualquer que seja sua decisão respeite-a! Não se arrependa, pois o pior é não decidir e fazer as coisas na vida sem saber por que. Só tenha pressa para agir na vida se você souber para onde vai, pois não adianta ter pressa e gastar energia se não sabe onde quer chegar.

Todas as opiniões acima são extraídas de meu convívio há 10 anos com alunos e ex-alunos de Cursos de Direito. Essa angústia é também minha, seja como advogado, seja como professor, seja como educador e atualmente como Coordenador de Curso (Direito Unisal Lorena).

Leia mais sobre prestar o Exame no 9o semestre: uma incoerência?

Estou com vocês!
Grande abraço,
Professor Luis Chacon


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Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon
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