17 de dezembro de 2012

Sucesso baseado nas pessoas! Gestão de RH na advocacia.



1 - A advocacia hoje exige uma gestão profissional do escritório independente do seu tamanho. O sucesso da banca em termos de qualidade do serviço e, principalmente, resultado financeiro, depende de uma boa gestão.

A gestão pode abranger as finanças, o marketing, os clientes e as pessoas. Esses eixos são fundamentais para o sucesso do escritório e precisam ser conhecidos, compreendidos e planejados de forma individualizada e adequada. Hoje podemos acrescer a gestão da informação e documentação, como paradigma para a advocacia de massa e o processo eletrônico.

O sócio, em tese, tem como objetivo vender o serviço, administrar o escritório e gerar resultados com trabalho. Uma das frentes de preocupação do sócio são as pessoas, seus colaboradores.

2 - Como estamos no final do ano, em clima de encerramento e confraternização, passado o tempo de pensar em 2013, nosso foco está mesmo nas pessoas do escritório.

A gestão de pessoas na advocacia torna-se, sem dúvida, a ferramenta mais essencial para o sucesso do escritório. Como prestadores de serviços os advogados dependem diretamente dos que exercem seus ofícios no dia a dia.

Então, pergunta-se: qual é o perfil de colaborador que o seu escritório ou o escritório onde você trabalha recruta? Além disso, como o escritório faz para reter os talentos? Como o seu escritório ou o escritório onde você trabalha tem tratado os profissionais que ali exercem seu labor? Existe alguma regra ou política da gestão das pessoas?

3 - Vamos falar um pouco sobre a gestão das pessoas.
O primeiro ponto é reconhecer a necessidade de ter no escritório a gestão de pessoas. Não importa se isto ficará a cargo de um sócio ou de um profissional específico, como acontece em escritórios de médio e grande porte. É preciso reconhecer a existência dessa frente de trabalho.

O segundo ponto é construir as regras dessa frente de trabalho interno. A existência de regras é um passo fundamental, pois afasta o achismo e o subjetivismo que prejudicam a equipe e levarão mais cedo ou mais tarde o seu negócio para o brejo.

O terceiro ponto é que as regras sejam claras e efetivamente comunicadas e compreendidas por todos. Muitos escritórios já adotam plano de carreira e de benefícios. Não é preciso ser grande para fazer isso. O objetivo principal é sem dúvida conquistar e manter talentos, bem como permitir que se tenha uma equipe que possa se adaptar às regras e necessidades de novos ou antigos clientes.

Reconhecer a necessidade e construir as regras, comunicar e praticar as regras. Esses pontos são essenciais para qualquer escritório, repita-se, independente do tamanho.

4 – Qualquer advogado, sobretudo, dono do seu negócio, pode começar a ler os modelos de gestão de pessoas praticados atualmente, inclusive, alguns materiais que publicam modelos praticados em escritórios de advocacia.

A partir de um breve estudo destaca-se que algumas ferramentas estão sendo utilizadas pelos escritórios de advocacia e são essenciais para uma boa gestão das pessoas, como exemplo: avaliação individual de desempenho, plano de desenvolvimento individual, clima organizacional, qualidade de vida, remuneração variada, premiação, bolsas e incentivo de estudo, oportunidades de trabalho no exterior, voluntariado e inclusão social.

O advogado bem sucedido não pode ser simplesmente bom na técnica jurídica. A seleção dos melhores profissionais avalia a visão de mercado, as habilidades comportamentais do candidato. Hoje um profissional bem sucedido não está somente focado na preparação técnico jurídica, sempre tem no currículo algo mais a oferecer que é, realmente, o que fará a diferença nos resultados que a sua banca precisa. No geral o cliente não quer mais um advogado que lhe dê uma consulta, mas que lhe indique efetivamente o caminho nos moldes que seu negócio possibilita.

Por conta destas características atuais o método de gestão mais praticado entre as bancas é a meritocracia, com pequenas alterações entre um e outro caso. Realmente, há no mercado uma política de gestão de carreira e, principalmente, de remuneração, agressivos, pois a busca e a retenção de talentos é a bola da vez nesse mercado crescente e cheio de oportunidades para os bem preparados.

Ao lado disso aumentou a cobrança por resultado, ou seja, o escritório atende as exigências do colaborador, inclusive, com remuneração, mas especifica metas e resultados que devem ser obtidos, atrelando a remuneração, na maioria das vezes, à obtenção de tais resultados. Se eles chegam, as duas partes ganham. Mas, de fato, ganha mais quem tem melhor resultado.

5 – O que achou? Muita coisa para refletir, não? Ainda dá tempo de pensar em algo para 2013!

Tenha certeza: essa é a principal ferramenta para seu escritório ter sucesso: JOGAR COM OS MELHORES ATLETAS que motivados farão do seu negócio um escritório de sucesso.

Desejo um Santo Natal e um Ano Novo repleto de realizações e sucesso!

Grande abraço,



Leituras indicadas (clique para ler):





Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

10 de dezembro de 2012

Aluno do 8o semestre não pode prestar OAB!

Caros leitores,

Ainda tenho recebido muitas perguntas de alunos de Cursos de Direito do Brasil inteiro questionando quem pode prestar o Exame da OAB.

Lembro que até o VII Exame era possível prestar aquele aluno que ainda estava no 8o semestre e que estaria no 9o semestre durante o período em que prestava o Exame da OAB. Tal regra mudou, conforme noticiamos numa postagem específica (clique aqui), pois o aluno deveria estar matriculado no 9o período ou no último ano da faculdade no momento da inscrição para prestar o Exame da OAB.

No atual Exame a regra se manteve, ou seja, o aluno deve estar matriculado no 9o semestre ou no último ano da faculdade no momento da inscrição para prestar o Exame, conforme esse item do edital do IX Exame da OAB:


1.4.3 Poderão realizar o Exame de Ordem os estudantes de Direito que, na data de inscrição para o 
Exame de Ordem, estejam matriculados no último ano do curso de graduação em Direito ou do nono e
décimo semestres.


Acredita-se, assim, que essa regra será mantida, impedindo que alunos que estejam no 8o semestre possam se inscrever e prestar o Exame, mesmo quando o final do Exame seja no período em que o aluno já estivesse no 9o semestre. A regra é clara e pode invalidar possível aprovação, mesmo que alguns alunos pensem em ingressar com Mandado de Segurança, pois o edital é muito claro.

Se quiser ver o edital do atual IX Exame da OAB, clique aqui.

Grande abraço,

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

29 de outubro de 2012

Prática Forense para Estagiários (Fortaleza - Ceará)


Caros leitores ligados nos temas atuais da advocacia!

Sabemos que uma Faculdade de Direito geralmente não forma seus alunos para efetivamente atuar no mercado de trabalho, principalmente, naqueles temas mais comuns como a elaboração de currículo, entrevista de emprego, gestão do próprio negócio, etc. Essa temática toda tem se fortalecido em eventos por todo o Brasil.

Em setembro estive em Joinville (SC) para falar com advogados sobre como colocar preço nos serviços advocatícios (confira aqui).

Neste último final de semana estive em Fortaleza (Ceará) no I Workshop de Prática Forense para Estagiários a convite da Editora Saraiva em parceria com o Juris Curso, um curso presencial que tem inovado nos temas de formação para alunos de direito e advogados daquela capital.

Você já leu nesse BLOG como montar seu currículo? Técnicas de oratória? Técnicas de negociação? A pessoalidade na gestão do cliente de escritórios de advocacia? Especialidade na advocacia, um jeito Nike de ser? Estes são exemplos de temas que já publiquei justamente para ajudá-los nessa formação que começa a surgir no Brasil inteiro e que certamente fará a diferença na sua carreira!

Na foto os vencedores que ficaram até o final do sábado!
Neste último evento, no Ceará, o objetivo principal foi tratar de temas relacionados com a empregabilidade e a formação para o mercado de trabalho. Os quase 200 universitários presentes, de várias faculdades daquela cidade, participaram ativamente com perguntas e questionamentos. 

O primeiro tema se relacionou com a elaboração do Currículo e a busca por uma oportunidade de estágio ou emprego na área jurídica. Na parte da tarde tratamos de outros temas como a oratória, a elaboração de petições e a gestão do cliente na advocacia. 

Cada tema foi recheado de questões e dicas práticas. O que fazer e o que não fazer nessa ou naquela situação. Postura e uso da pausa e do gestos na oratória. A adequação do currículo à vaga desejada. As 5 etapas para redigir uma petição inicial. A importância do sigilo e co feedback na gestão do cliente.

Aproveito a oportunidade para parabenizar minha co-autora da obra que fundamenta este Workshop: a amiga e brilhante professora Luiza Sá Sodero!


Conforme prometi aos presentes faria essa postagem para que pudessem comentar o evento e fazer o download dos slides!

Aproveite os slides! Abaixe clicando aqui

E se você participou do evento, o que achou!?

Deixe seu comentário ali embaixo, no BLOG!

Força, foco e fé!

Grande abraço,

Professor Luis Chacon


Leia também neste Blog:

Como alcançar uma vaga no mercado de trabalho? 

Dicas prática para elaboração do seu TCC!

O cliente na advocacia: sigilo e feedback!

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

14 de outubro de 2012

Advocacia e concurso público: é possível conciliar?


Essa pergunta me foi feita por uma leitora do Blog Advocacia Hoje. Realmente, é uma pergunta pertinente tanto quanto intrigante. Seria possível pensar nessa conciliação? Talvez sim, talvez não, mas tudo dependerá dos objetivos perseguidos pelo advogado naquele momento.

De fato, a advocacia hoje está com o mercado aquecido. Conforme mencionei numa postagem anterior (Como alcançar uma vaga no mercado de trabalho) o mercado para a advocacia está borbulhando, sobretudo pelo status da atual economia e tudo o mais que o Brasil vem sentindo por influência interna e externa. Porém o sucesso na advocacia depende não somente de um mercado aquecido, pois há muitos advogados no mercado e um número grande de bacharéis em Direito que estão na fila do Exame da OAB.

Sendo assim, além de contar com o mercado propício, para ter sucesso na advocacia é preciso estar preparado do ponto de vista jurídico e também do ponto de vista da gestão do próprio escritório ou da carreira (também já publicamos uma postagem com dicas de marketing jurídico). Isso exige dedicação, tempo, preparo e até mesmo paciência, pois mesmo com o mercado aquecido não acontece da noite para o dia.

Pensando nisso, e agora respondendo a pergunta da leitora ALLANA, devo dizer o seguinte: se o advogado pretende ter sucesso com a advocacia, sobretudo, para que isso aconteça no menor espaço de tempo possível, a regra é a incompatibilidade entre os dois objetivos (advocacia e concurso público).

Vamos pensar rapidamente! Se atuar como advogado em escritório próprio, que lógica faz se dedicar “meia fase” ao sucesso do próprio negócio? Inclusive, considerando que tal sucesso não depende só do conhecimento técnico que os estudos para o concurso propiciam. Se atuar como advogado associado ou contratado, certamente não sobrará tempo, tranqüilidade e outras coisas mais para estudar de maneira eficaz para o concurso público, pois o mercado de trabalho nesse segmento é exigente.

O ideal, então, seria escolher um ou outro caminho, para que a dedicação seja exclusiva e, a partir disso, mais eficaz e eficiente. A direção para um e outro são muito distintas, quase incompatíveis. Se pudéssemos aconselhar como melhor alternativa seria: só advogar ou só estudar.

Porém, algum advogado pode ter o sonho na carreira pública e a necessidade de advogar para tocar o barco da vida financeira enquanto estuda. Isso exige mais atenção e equilíbrio para que os dois barcos naveguem em águas tranquilas e um não prejudique o outro.

Sendo assim, pensando nessa exceção, a única viabilidade que imagino é a seguinte: o advogado concurseiro deve reconhecer que seu tempo dedicado ao estudo até passar no concurso desejado será maior do que o tempo de estudo da maioria dos candidatos que passam num concurso público que se dedicam exclusivamente a esse objetivo; deve reconhecer que seu escritório não alcançará, no menor tempo possível, o sucesso que poderia alcançar com uma dedicação focada e exclusiva no negócio.

Assumindo essa bifurcação, o advogado concurseiro deve obrigatoriamente manter um planejamento de estudo/trabalho/descanso mais organizado que qualquer outro concurseiro, para evitar que qualquer um daqueles barcos afunde.

Por último, o advogado concurseiro só deve adotar essa estratégia (dividir tempo e esforço com a advocacia) se realmente não pretender advogar, pois se esse for seu objetivo o meu conselho é se dedicar integralmente à advocacia (gestão de carreira e gestão do escritório) e ter certeza que o sucesso na advocacia virá.

Força, foco e fé! São os três “efes” que levarão você ao lugar que deseja!

Espero ter ajudado você!

Grande abraço,



Leia também






Luis Fernando Rabelo Chacon

@LuisFRChacon

www.cmo.adv.br

9 de outubro de 2012

Qual o tema mais atual sobre gestão e advocacia?

Caros leitores!
Qual pode ser o tema da próxima postagem?
Sobre o que podemos escrever?
Aguardo a provocação de vocês!
Grande abraço
Chacon






Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br