9 de maio de 2012

Bate papo. marketing jurídico.



O profissional liberal, sobretudo, na advocacia, precisa ter consciência de que existem algumas fórmulas para alcançar novos clientes. Alguns advogados participam de feiras, eventos, grupos religiosos, maçonaria, encontro de ex-alunos ou qualquer ambiente que seja propício para encontrar pessoas que tenham algum vínculo com você e, a partir disso, possam te contratar futuramente. Essa é uma boa estratégia e funciona muito bem.

Veja, então, que o círculo de contatos do advogado deve atingir pessoas que não são advogados, ou seja, que podem precisar dos seus serviços. Neste caso, a ocasião traz a oportunidade e aproxima as pessoas que, fortalecidas pela confiança criada no convívio e no ambiente, buscarão tal profissional.

Outra boa estratégia é a segmentação e a especialização. Quando um profissional liberal é conhecido pela sua grande expertise, pelo seu alto grau de especialidade em determinado assunto ou área, sobretudo, quando atinge resultados efetivos a favor dos seus clientes, trará consigo uma força de atração gigantesca para novos clientes. A indicação, o boca a boca, certamente, nestes casos, se evidenciará como a grande sacada para o sucesso!

É muito mais forte a notícia de alguém falando sobre seus serviços do que você tentando convencer alguém de que seus serviços são bons. Principalmente quando a notícia de alguém está atrelada com uma experiência real que vivenciou com seus serviços. Realmente, cada cliente é um potencial comunicador e pode angariar novos clientes para você! A palavra do cliente satisfeito é muito forte!

Mas, nem tudo cai do céu. Nem todos teem oportunidade de estar atrelado a grupos mais ou menos fechados como acima descrevi. Nem todos estão no mercado a tempo suficiente para atrair novos clientes com base na segmentação e especialização. Sendo assim, é preciso desenhar um plano para criar algumas oportunidades. É preciso compreender que a oportunidade aparece diariamente e que é preciso estar preparado para ela.

Pensando em plano de ação focado no contato direto com o potencial cliente, tudo começa com a primeira impressão. Realmente, o advogado entrega para o cliente uma primeira impressão significativa. Seja na roupa, seja nos gestos, seja na forma de falar, é possível impressionar o cliente logo de cara.

Mas, primeira impressão não basta. É preciso convencer e manter vivo esse convencimento. No mesmo sentido, sem contato inicial não há primeira impressão, então, é preciso provocar o contato para que se possa estabelecer uma impressão. Ficar sentado no escritório não permitirá que isso aconteça. Vamos, por fim, mencionar algumas atitudes necessárias para que você e o seu negócio sejam notados, percebidos, apresentados e, logicamente, contratados!

Quero fazer isso numa abordagem por tópicos, através de 9 dicas valiosas!

1 – Plano de ação. É preciso colocar no papel sua estratégia. Olhe o calendário. Escreva o nome de potenciais clientes. Estabeleça com quem você deve falar, que lugares deve freqüentar, como deve se comportar. Verifique quais são seus potenciais clientes, anote-os.

2 – O que é uma oportunidade e como criá-la para pessoas determinadas ou não.

Oportunidade é mostrar para a pessoa certa na hora certa que você está preparado para atendê-la e resolver seus problemas! Uma publicação em jornais locais da sua cidade, ou então em revistas especializadas do segmento em que você atua – como, por exemplo, da área da saúde para quem atua com esse ramo; ou mesmo na revista da faculdade onde você cursa uma pós graduação, etc. certamente isso tudo é criar uma oportunidade. Participar de reuniões de classes e órgãos no âmbito do seu município, acompanhar visitas e palestras, sempre paralelas ao seu tipo de serviço, também é uma boa sacada.

3 – Quando a oportunidade aparece sem aviso é preciso estar pronto!

Advogado é advogado 24 horas. Quando um cliente procura por você é preciso estar pronto para abocanhar essa oportunidade. Aquela pode ser a sua chance, portanto, se for real a possibilidade, pare tudo e se dedique ao máximo! Surpreenda o seu interlocutor, vá além do que ele pergunta, sem ser invasivo. Surpreenda, dando um retorno antes do prazo. 

Surpreenda, dando um retorno que acrescente outras informações além daquelas solicitadas. Nunca diga não posso ou não sei logo de cara. Mostre pro atividade, mesmo diante de uma dificuldade inicial. Diga que verificará se é possível atendê-lo e efetivamente verifique, diga que a situação não é simples e que caso você não tenha condições o ajudará a encontrar alguém que possa atendê-lo naquele assunto.

4 – O convencimento depende de comunicação (escrita, falada, e sempre com domínio) – já treinou hoje?

Um email mostra quem você é, tal qual sua vestimenta, seu corte de cabelo. Advogados exercem a arte de convencer. Escrever e falar bem. Isso é importante e pode causar uma boa impressão ao cliente. Ele é o primeiro a ser convencido! Você precisa convencê-lo a contratá-lo! Portanto, veja o que pode ser melhorado nesse sentido! Treine, peça a opinião de colegas e amigos. Se você não consegue explicar o assunto para seu cliente ele poderá ficar inseguro, sendo que a confiança e a segurança são a base da relação entre advogado e cliente. Sendo assim, esteja realmente preparado para atendê-lo, dominando o assunto, para evitar a desconfiança!

5 – Você é sua marca! Quem te conhece? Como as pessoas te conhecem? É preciso mudar essa visão que o público tem de você?

O profissional liberal é um produto que está constantemente à venda. Você é sua marca. É preciso ter identidade, valorização da marca, divulgação da marca. Quem sabe que você é um advogado? Melhor do que isso, quem deveria saber que você é advogado? Se há um potencial cliente que te conhece, mas não sabe disso, está esperando o que? Sem exageros, aproxime-se, apresente-se, apareça! Quem não é visto não é lembrado! E, também, nesse ponto, cuidado com as redes sociais! Use a seu favor!

6 – Você conhece o seu produto/serviço?

Veja as seguintes perguntas. Como você definiria seu produto/serviço em 5 palavras chave? Como você descreveria o seu serviço para alguém que acabou de lhe perguntar “você é advogado, o que você faz?”. Quem são seus concorrentes? Que diferencial o seu produto tem em relação aos seus concorrentes? É preciso ter domínio sobre isso e treinar. Se você não conhece isso, como pode vender? Então, pegue uma folha de papel. Anote as respostas! Pense sobre isso! Veja o que é preciso mudar e mude!

7 – Ninguém espera que um advogado desista.

Seja, portanto, assertivo, pro ativo e otimista. Quem procura um advogado espera isso! Logicamente, não brinque com a sorte e com o futuro dos outros. O que não pode ser feito ou alcançado precisa ser informado ao cliente. Mas, a insegurança, a reclamação do excesso de trabalho que tal ação trará, o chororo, o trelele, pára com isso! O cliente veio atrás de você porque quer ajuda, quer apoio! Mesmo que seja para dizer que não é possível é preciso ter domínio e firmeza, transmitindo segurança e gerando um vínculo afetivo com o cliente, que perceberá o cuidado e o zelo que você está tendo com ele.

8 – No contato com o cliente pergunte mais do que fale.

Você não pode prospectar seu escritório a um potencial cliente se não conhece o perfil dele, do negócio dele e as necessidades que ele apresenta. Uma oferta não pode ser útil se você não conhece quem a receberá. O silêncio é ouro. Ouça. Conheça. Perceba e depois aja. É melhor um único tiro certeiro, uma única oferta, do que inúmeras propostas que, para tal cliente em potencial, são inúteis ou infundadas. Nesse caso, menos é mais! Uma única proposta certeira pode ser mais útil do que mil propostas fora do alvo!

9 – Quando não souber algo que lhe é perguntado não invente.

Toda mentira tem perna curta. O cliente hoje em dia até estuda antes da consulta, olha os julgados dos Tribunais. Então, não se arrisque! Diga não sei, mas aponte que no escritório ou em algum parceiro será fácil encontrar a resposta ou a solução. E não fique se explicando, ninguém sabe tudo mesmo! É preferível abrir o jogo e logo apresentar uma saída do que enrolar, não resolver e deixar o cliente insatisfeito. Ele quer sua ajuda, mesmo que para isso seja preciso da ajuda de outro!

Acho que é isso! Agora, é com você! Sucesso!




Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

1 de maio de 2012

O cliente na advocacia: sigilo e feedback!

Prezado aluno de direito, estagiário de direito e advogados!


Na prestação de serviços o atendimento ao cliente é a alma do negócio. É o próprio negócio. Como você está atendendo seus clientes do escritório? No texto de hoje pequenas observações sobre isso!


No trato com o cliente algumas dicas são fundamentais:


1 - Conheça o seu cliente
2 - Ouça o seu cliente
3 - Mantenha uma postura positiva
4 - Esteja tecnicamente preparado
5 - Supere as expectativas do cliente
6 - Não diga "não posso fazer"
7 - A aparência diz muito
8 - Não prometa o que não pode cumprir
9 - Educação e respeito no tratamento com o cliente são fundamentais
10 - Dê retorno, não deixe o cliente esperando e nunca deixe que ele saiba de alguma novidade pela boca de outra pessoa que não a sua.


Hoje gostaria de escrever especificamente sobre dois pontos de destaque:


(i) Dentro do item 9 (educação e respeito no tratamento com o cliente são fundamentais) podemos incluir a questão do sigilo das informações. Tudo o que se passa no escritório é sigiloso. Um advogado deve ser efetivamente cauteloso com as informações. O advogado deve ser discreto com as causas e com os clientes.


Nunca use informações para aparecer, para demonstrar conhecimento perante terceiros, pois o tiro sairá pela culatra! Numa roda de amigos ou mesmo numa conversa formal não revele seus casos, as situações em que seus clientes estão envolvidos.


Num primeiro momento isso pode até fazê-lo imaginar que as pessoas que o ouvem darão maior credibilidade para você a partir disso, contudo, talvez elas pensem o seguinte: se hoje ele conta vantagem com o cliente "A", amanhã me usará para contar vantagem também. Ninguém gosta disso e isso gera descredibilidade!


Editora Saraiva 2012
"Uma das coisas mais relevantes para o advogado é o sigilo profissional. O estagiário, logicamente, deve observar piamente essa regra. É importantíssimo. O advogado deve ser um profissional discreto" (página 198 - Livro Prática Forense, Editora Saraiva).


(ii) Quanto ao item 10 (Dê retorno) é preciso reconhecer que o cliente da prestação de serviços de advocacia aguarda sempre por retorno, está sempre aguardando novidades e informações, mesmo que seja para lhe dizer que ainda está tudo como antes, pois a informação alivia a ansiedade e permite, muitas vezes, que ele mantenha os planos que fez em virtude do que está aguardando.


Capítulo 11 - O cliente na advocacia
"É preciso retornar a ligação, responder o email, mesmo que seja para marcar outro horário, para explicar que você precisa de mais tempo ou que o serviço ainda não está pronto, ou mesmo que o processo continua concluso; dar satisfação e atenção à pessoa do cliente é fundamental" (página 199 - Livro Prática Forense - Editora Saraiva - 2012).


Por mais que o profissional do direito tenha o controle da situação é preciso lembrar que o cliente fica ansioso e na expectativa. Uma ligação fora de hora, antes do prazo combinado, pode superar as expectativas e manter bem próximo do seu escritório aquilo que é mais importante por ali: o cliente!


Tenho certeza que o sigilo e o feedback são ferramentas essenciais para o advogado e o estagiário de direito. As outras oito dicas acima apontadas estão declinadas no capítulo 11 do livro Prática Forense para Estagiários (Saraiva, 2012). Uma leitura para alunos de direito, estagiários de direito e até mesmo advogados que pretendem ter sucesso profissional!


Conheça o sumário da obra: clique aqui


Sucesso hoje e sempre pessoal! Grande abraço,


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

19 de abril de 2012

ORATÓRIA FORENSE - falar bem!



Caros leitores!


Hoje quero lhes apresentar um projeto muito especial. Gostaria de lhes propiciar a leitura de um pequeno trecho do meu novo livro.


Oratória é uma ferramenta essencial para o profissional do Direito. O livro dedica um capítulo para esse tema. Por isso destaquei na postagem de hoje uma parte do capítulo 9 "Noções de Oratória" (p. 164).


Para falar em público é muito importante, entre outros fatores, ter conhecimento do assunto e com isso gerar a necessária credibilidade. Leia um pequeno trecho:


"Conhecimento do assunto e credibilidade.

Reinaldo Polito destaca em sua obra acima citada os atributos mais importantes para que você domine a oratória: a credibilidade, a voz, o vocabulário, a expressão corporal, a aparência (p. 26). Uma das grandes missões do advogado é convencer, é fazer com que sua informação seja aceita pelo ouvinte, sob pena de falar sozinho, ou de não convencer.

Entre outros fatores, inclusive, constantes da obra citada, para que um orador atue com credibilidade é preciso falar com naturalidade, envolvendo a emoção e o sentimento, demonstrando, sobretudo, ter conhecimento e autoridade no assunto.

Ora, para que você possa falar com naturalidade e demonstrar conhecimento e autoridade no assunto, é preciso conhecer bem o assunto, estudar antecipadamente, inclusive, treinar. Um orador não inventa o conteúdo, um orador não fala sobre o que não conhece, não quer fingir ser o que não é.

O orador busca em seu conhecimento a ferramenta para fazer valer positivamente a sua palavra, fala sobre o que conhece, diz o que exatamente é. Se a platéia imaginar que você está inseguro, falando sobre algo que não conhece ou cujo conteúdo não foi previamente preparado, haverá descrédito, desconfiança, e sua tarefa não será cumprida. O orador deve conseguir falar ao público como se estivesse naturalmente conversando sobre o assunto, tamanho o domínio que exerce sobre o mesmo. Isso é naturalidade.

Outro apontamento importante é lembrar que o orador deve guardar coerência com sua atividade profissional, mesmo que, ainda como estagiário. Não haverá credibilidade se você não externar isso dentro e fora do escritório ou do seu ambiente de estágio. A conduta exemplar, respeitosa, educada, organizada, responsável com os prazos e compromissos etc. irão ajudá-lo a construir uma imagem sólida que, por sua vez, aumentará a credibilidade do seu discurso! Acredite!

A oratória no cotidiano forense é essencial. O próprio estagiário, quando vai ao Fórum extrair cópias de um processo, precisa exercitar sua oratória – e, às vezes, sua paciência – no balcão dos cartórios. Falar quando a paciência está esgotada, exige muito mais domínio! É um bom treino!

A oratória também pode se apresentar, por exemplo, quando o advogado vai até o gabinete do juiz para despachar determinada petição ou pedido urgente. Ao entregar-lhe a petição impressa o advogado terá um minutinho só de atenção, na maioria das vezes, dois minutinhos ou um pouco mais! Ou seja, é preciso dominar muito bem a oratória: comunicar com exatidão o problema (a lide) e a pretensão (o pedido), bem como destacar a urgência do caso. Isso, em dois minutinhos ou mais, exige que o advogado seja um bom orador, que tenha domínio do assunto, que sugira ao olhar atento do juiz uma boa credibilidade.

Se o advogado entra na sala de audiências e deixa transparecer insegurança, medo, ou mesmo arrogância, certamente deixará uma impressão inicial prejudicial. Se chegar com papéis soltos, caindo no chão, levados pelo vento do ventilador, amassados, com a gravata solta e desfiada, também deixará uma primeira impressão. A primeira impressão é a que fica, e se ela for ruim, reverter esse quadro posteriormente não será fácil.

O advogado deve dominar o assunto, conhecer o problema e a situação que vai apresentar ao juiz como ninguém! Só assim transparecerá credibilidade e reforçará sua tese!

Dica: se vai despachar um pedido de tutela antecipada com liminar e existem três motivos para que a tutela seja concedida, o ideal é separar a sua fala em três etapas: abertura com a exposição do problema e da lide; explanação sobre o motivo principal de sua tese; citação dos motivos secundários com fechamento no pedido que pretenda alcançar. Mais vale um argumento bem explicado do que três argumentos mal explicados!".

Gostou? Conheça um pouco mais clicando aqui: PRÁTICA FORENSE.

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

30 de março de 2012

Empregabilidade: o que o mercado procura?


Quantas faculdades de direito existem no país? Quantos alunos de direito estudam na sua faculdade e disputam com você uma vaga de estágio? Quantos advogados existem na sua cidade?! É uma concorrência grande entre alunos em busca de estágio e entre advogados em busca de alguma oportunidade de trabalho.

A pergunta é: você está preparado para esta concorrência? Você sabe o que o mercado procura neste cenário? A resposta está num jogo de palavras: trivial, diferente e fora de série.

Você precisa atender os requisitos mínimos do mercado, precisa ser trivial. Existe um nível mínimo para participar desta concorrência, para “concorrer”. Em alguns setores basta o conhecimento de informática, para outros é essencial o conhecimento de uma segunda língua, por exemplo, o inglês.

Você precisa ser diferente, fugir do que é comum no mercado. Precisa ter algum ponto que o destaca e o diferencia dos demais. Pode ser uma habilidade pessoal que o torna diferente, como uma oratória fora do comum, ou então uma competência técnica que o torna diferente dos demais candidatos, como um entendimento prático e teórico altamente especializado de determinada área, exemplo, de obtenção de licenças ambientais.

Vamos combinar o trivial e o diferente. Pense sobre isso. Hoje, para qualquer vaga de estágio em direito exige-se o uso dos programas de edição de texto, como o Word. Mas, para ser diferente, e se destacar, você pode ter uma habilidade extra, sabendo usar muito bem as ferramentas do Excel (e não apenas o Word). Para determinada vaga exige-se uma segunda língua, mas para ser diferente, você demonstra que tem domínio sobre duas e não apenas uma língua estrangeira.

Pois bem. Mas, o mercado está tão concorrido, seja para estagiários seja para advogados, que não basta estar dentro do trivial e apresentar um diferencial para se destacar. O sucesso mesmo está para aqueles que são “fora de série”.

Quem é fora de série não está na fila da concorrência, ele tem um passe livre, um “fura fila”. Quem vai ao parque de diversões e não quer ficar na fila compra um tíquete especial, um “fura fila”. Na concorrência do mercado de trabalho é preciso ter um fura fila, é preciso ser fora de série!

As faculdades de direito formam bacharéis que, aprovados na OAB, são habilitados ao exercício da profissão de advogado. Todos são nivelados pelo Exame, todo mundo sai igual para o mercado no que tange a formação técnica. 

Depois, o mercado começa a fazer exigências que se formam num modelo trivial, que todos devem possuir. Quem consegue atender o básico da exigência, continua na concorrência, mas continua na mesma fila dos demais concorrentes. Se você ficar aí, ficará esperando a sua vez, contando, muitas vezes, com a sorte. Porém, o mercado busca aquilo que não é comum, busca além dos diferenciais, aquilo que é fora de série!

Sendo assim, provoco você novamente: como se tornar um fora de série? Como ser não apenas diferente, mas se tornar essencial para o mercado, de modo que você não participe da concorrência, simplesmente porque está tão preparado que consegue sua colocação sem concorrer com ninguém?

Para ser fora de série é preciso atender o básico primeiro. Ou seja, ser básico é atender o que é trivial e ter alguns diferenciais. Mas, isso não basta.  Com esse perfil (trivial + diferenciais) existem muitos, portanto, depois de atender o básico, é preciso encontrar algo para realmente se destacar e furar a fila, se tornar um “fora de série”.

A primeira fábrica de veículos automotores em série, a Ford, verificou que ao invés da fabricação artesanal de veículos era possível fabricar com menor custo criando a fabricação em série de muitos carros iguais, padronizados. Porém, qual é o nosso sonho de consumo? Um carro igual aos demais não é tão atrativo quanto uma Lamborghini fabricada individualmente e que poucos possuem igual, pois é um veículo ‘fora de série’. Que carro você quer ser? Um carro de série ou um carro fora de série?


E não é só. Também não adianta ser algo fora de série, deter algum conhecimento ou habilidade fora de série, sem que ninguém saiba disso. É preciso, então, ter uma boa estratégia de marketing.

Há um ditado que explica porque a galinha é mais famosa que a pata. Esta bota um ovo muito maior do que aquela, mas quase esquecemos que a pata bota ovos. De fato, a galinha é mais famosa, pois quando ela bota um ovo, mesmo menor, ela canta para todo mundo ouvir! Então, não basta ser realmente um destaque, “a propaganda é a alma do negócio”.

Então o seu desafio é o seguinte: como ser um fora de série e como mostrar isso para o mercado?


É preciso conhecer o mercado, conhecer a concorrência, conhecer a si mesmo e planejar ações que construa algo fora de série e que mostre para o mercado que você é fora de série.

O advogado cheio de títulos de pós-graduação não necessariamente é um fora de série, pois para ser é preciso realmente saber colocar a mão na massa e trazer resultados, como ninguém consegue fazer.


E agora, o que é que você faz? Para se conhecer e buscar planejamento que o torne um fora de série use uma matriz SWOT. Divida uma folha de sulfite em quatro quadrantes: forças, fraquezas, oportunidades, desafios.




Indique três itens para cada quadrante. Três para fraqueza, três para forças etc. Depois, aponte uma atitude para cada item. Ou seja, o que fazer para potencializar suas forças? O que fazer para anular as suas fraquezas? O que fazer para aproveitar as oportunidades que surgem? O que fazer para vencer os seus desafios?

Ao final, estipule prazos para praticar cada atitude. Veja que você terá uma atitude para cada item, sendo três para cada quadrante, você terá doze atitudes que certamente, quando cumpridas, começaram a desenhar o caminho do seu sucesso!

Está esperando o que? Sonhe! E se é possível sonhar, poderá ser realizado! Acredite no seu potencial!


Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br

18 de março de 2012

Como montar um bom currículo para vagas jurídicas?

Alunos de Direito e Advogados


Muitos alunos dos Cursos de Direito elaboram currículos ou preenchem formulários eletrônicos para concorrerem a vagas de estágio sem que tenham tido a oportunidade de aprender alguns detalhes importantes sobre isso.



No exercício da advocacia como sócio do CMO Advogados ou no exercício da função de Coordenador do Curso de Direito do Centro UNISAL Lorena SP recebo currículos diariamente, de advogados, de professores e de estagiários. 



O objetivo desta postagem é ajudar o aluno ou o advogado a elaborar um bom currículo, focado na conquista da vaga de estágio ou de emprego almejada!



A pergunta é: como preparar um bom currículo para vagas na área jurídica?



1 - Para que serve o currículo?



O currículo mostra quem você, o que você já fez e o que tem capacidade de fazer. Eis a razão para participar de todos os eventos e projetos durante os primeiros anos de faculdade: para montar um bom currículo! Para advogados manter-se atualizado e em contato com o mundo jurídico após a faculdade é fundamental, seja em eventos, palestras, cursos de extensão ou mesmo em pós graduação.



Na área jurídica o currículo tem 3 objetivos iniciais que destaco abaixo.



O candidato pode se utilizar do currículo para tentar alcançar uma melhor colocação em vagas nas carreiras públicas. Na maioria das vezes o edital prevê pontuação para "títulos e documentos", ou seja, o candidato com um bom currículo poderá ganhar alguns pontos que se somará à nota da prova do concurso e colocá-lo em melhor posição na classificação final. Fica a dica: leia com atenção o edital de abertura da vaga e elabore um currículo adequado ao que o edital pretende pontuar. Muitas vezes o curso de inglês não vale pontos, portanto, foque nos cursos e eventos que valem pontos no edital!



O candidato também pode preparar um currículo para tentar criar uma oportunidade de estágio ou de trabalho. Ou seja, não há nenhuma vaga aberta, mas ele preparar um currículo e distribui em diversos locais onde há potencial chance de existir uma vaga. É uma conduta pró ativa e que demonstra, logo no início, uma capacidade importante de lutar pelos seus objetivos! Isso é positivo! Mas, fica a dica: entregar para a pessoa certa! Pesquise primeiro quem realmente recebe e arquiva os currículos, pois se entregar para qualquer um ele irá para a gaveta, ou vira papel de rascunho!



Por fim, em terceiro lugar, podemos destacar que o candidato cria o seu currículo direcionado para determinada vaga aberta no setor privado, geralmente, na advocacia. Se o seu currículo é direcionado para determinada vaga é preciso percorrer um caminho para que ele seja visto e chame a atenção dos selecionadores!



Eis o objetivo desta postagem, ajudá-lo nisso: como elaborar um bom currículo para vagas de estágio na área jurídica!



2 - Qual o perfil de quem seleciona?



Qual é o perfil das pessoas que selecionam os currículos? Já imaginou quantos ela recebe mesmo quando uma vaga não está aberta? Imagine também quantos currículos ela pode ter recebido para aquela vaga!



Via de regra quem seleciona tem o tempo curto para fazer isso ou pelo menos faz isso rápido porque tem o olhar clínico, aguçado, sabe exatamente o que quer encontrar!



A maioria dos candidatos tem o perfil muito parecido. Então é preciso se destacar na multidão! Quem seleciona vai direto ao ponto e busca diferenciais, portanto, precisamos mostrar para ele o que ele pretende encontrar! Vamos ver como isso pode ser feito!



3 - Faça o dever de casa!



Antes de elaborar o currículo você deve conhecer duas coisas: a vaga e você.



Saiba exatamente qual é a função e os requisitos da vaga, conheça o perfil dela e conheça também a empresa que está selecionando! Isso ajuda na elaboração do currículo e, depois, na entrevista!



Se você é aluno, veja quais são as atividades que você já realizou como aluno, como estagiário, ou mesmo antes da faculdade, que tenham ligação com o perfil da vaga. Se você é advogado, veja quais atividades foram praticadas durante e depois da faculdade e que podem ser informações úteis para o selecionador. É muito importante conhecer bem você para que a preparação do seu currículo deixe claro quem você é e, além disso, mostre que você tem o perfil necessário ao preenchimento da vaga!



Se você conhece o seu perfil e o perfil da vaga terá maiores chances de elaborar um currículo adequado! Isso mesmo, adequação é a primeira palavra de ouro para que seu currículo seja selecionado! A capacidade que um candidato tem de compreender a vaga e destacar no seu currículo aquilo que ele oferece para aquela vaga é sem dúvida uma ferramenta importante!



4 - Como montar o currículo?



Algumas características gerais devem ser conhecidas antes de se montar um currículo. Ele deve ser completo (não é sua história de vida, mas completo em relação ao perfil da vaga), objetivo (não é um texto dissertativo, portanto, é mero informativo, pois os detalhes ficam para a entrevista), organizado (dividido em partes que seguem um critério de grau de importância e ordem cronológica) e adequado (ao perfil da vaga, destacando, portanto, o que é essencial).



Se você conseguir atingir esses objetivos gerais vai causar impacto inicial, vai gerar boa impressão! Essa é a segunda regra de ouro para alcançar a vaga de estágio desejada: causar boa impressão ao selecionador!



Há vários modelos de currículo na internet, é fácil encontrar um para se orientar inicialmente! Não vou postar um modelo aqui, mas além destas características gerais é possível observar a estrutura básica do currículo para vagas na área jurídica:



- cabeçalho e informes pessoais

- objetivo do candidato
- escolaridade
- experiências na área (se houver)
- cursos, projetos e palestras
- conhecimento em idiomas e informática
- habilidades pessoais (e não técnicas)
- diferenciais (focados na vaga)


No cabeçalho não faça exageros! Seja discreto e busque conhecer o perfil da empresa antes de fazer um currículo com muitos apetrechos de imagem ou fontes rebuscadas! Quanto aos dados pessoais destaque o essencial e só coloque algo mais se a vaga exigir (exemplo: possuir habilitação, residir em tal cidade).



No objetivo deixe claro o que pretende alcançar, apontando a vaga ou no máximo o setor em que pretende estagiar. Alguns especialistas dizem que se a remuneração é importante, coloque essa informação no seu objetivo, deixando claro que há interesse na vaga com remuneração! Isso mostra que você valoriza e respeita o seu trabalho, bem como que está decidido, sabe o que quer. E, caso não seja remunerada a vaga, logicamente, ninguém perderá tempo até descobrir isso somente na entrevista!



Na escolaridade, salvo seja significativo o ensino médio, coloque somente o ensino superior, com destaque para o ano de início e de conclusão do curso. Se iniciou uma pós graduação lance isso antes dos dados sobre a graduação. Se não há experiência profissional não coloque nada (algumas vagas exigem experiência anterior, portanto, pode ser que o seu currículo não seja selecionado - mas, não desista, arrisque enviando seu currículo!).



Coloque resumidamente os cursos, as palestras e os projetos que participou. Dê destaque para os temas, o local, o ano/período, organizando isso em ordem cronológica, do mais novo para o mais antigo. Se você tiver muitas informações, coloque só o que está ligado com o perfil da vaga (adequação).



O idioma pode ser requisito essencial! O conhecimento básico de informática já é essencial para vagas na área do direito. Veja o perfil da vaga e descubra se há alguma outra exigências antes de preencher o currículo. É importante colocar o nível do conhecimento da língua estrangeira (básico, médio, avançado - lê, escreve e fala, etc.). Na questão da informática é importante descrever quais programas conhece e que tipo de habilidades tem com eles.



No campo dedicado às habilidades pessoais pense naquelas capacidades que as pessoas teem independente da formação técnica, como a postura, a oratória, a escrita, a capacidade de lidar com conflitos, de atender o público, de organizar ambientes e grupos de trabalho etc.



Nos diferenciais busque destacar em tópicos curtos aquilo que essencialmente habilita você à vaga! Descreva as ações que já realizou em outros estágios, na faculdade ou em outros momentos da sua vida, mesmo que fora da área técnico jurídica. Mostre os resultados alcançados nesses momentos. Por exemplo, participou da organização de determinado projeto na faculdade ou na OAB, que culminou com uma palestra que envolveu todos os alunos ou advogados da região. Participou da arrecadação de alimentos num evento e da distribuição destes para entidades carentes; plantou árvores; participou de concurso de poesias ou de um passeio ciclístico etc.



Lembre-se das duas regras de ouro: adequação e boa impressão!



5 - Dicas rápidas



Para finalizar, fique com as dicas abaixo!



a) Não tenha pressa, tenha capricho!



b) Não dê tiros para todo lado, adequação é o segredo!



c) Seja sincero e não queime seu filme na entrevista!



d) Seja organizado ao informar, pois organização é crucial nas carreiras jurídicas!



e) Use sua rede de relacionamentos para conhecer mais detalhes sobre a vaga e até para fazer contato com o selecionador.



f) Duas páginas de currículo é muito para vagas de estágio, uma folha é mais do que suficiente para se destacar.



g) Os detalhes finais do currículo, com as habilidades e os diferenciais, são a isca! Pense muito nisso!



Agora! Sucesso e boa sorte na próxima seleção!



Grande abraço,


Leia também:

EMPREGABILIDADE: O QUE O MERCADO PROCURA.

COMO ENCANTAR CLIENTES NA ADVOCACIA

COMO ATENDER UM CLIENTE NA ADVOCACIA E VENDER SEU SERVIÇO!


Veja um vídeo sobre a postagem:
BATEPAPOCOMADVOGADOS

Advocacia Hoje Luis Fernando Rabelo Chacon @LuisFRChacon www.cmo.adv.br